A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL  

 

 

Por: Laudo Vilela

 

Até então apresentamos os controles para fins gerenciais sem falar na contabilidade da empresa. Nas atividades empresariais, a área financeira assume, a cada dia, funções mais amplas de coordenação entre o operacional e as expectativas dos acionistas na busca de resultados com os menores riscos.

A seguir, abordaremos na forma de perguntas e respostas, a importância da manutenção da contabilidade da empresa, tanto sob o ponto de vista legal quanto sob o aspecto da gestão empresarial.

 

 

1 – Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade?

R – Porque a contabilidade é o controle que a empresa possui sobre sua vida econômica, financeira e patrimonial, de grande importância para a gestão dos negócios. Além disso, a contabilidade organizada é indispensável para a empresa realizar negócios por exemplo com os Governos (contratos, licitações, etc.), com os fornecedores, com os bancos (cadastro bancário e financiamentos), etc.

 

 

2 – Como a empresa deve proceder para manter sob permanente controle, acompanhamento e avaliação a sua atividade empresarial, os resultados econômicos e o patrimônio?

R – A empresa deve, inicialmente, com a assessoria de um escritório de contabilidade, preferencialmente pelo Vilela e Cesario Contadores Associados – 3432-3842 , organizar e manter seu sistema contábil, com o objetivo de controlar e registrar as variações econômicas, financeiras e patrimoniais do empreendimento, obtendo a partir desses registros, todas as informações gerenciais úteis para a análise e a tomada de decisões. A contabilidade permite a padronização de procedimento e de parâmetros econômico-financeiros, facilitando uma melhor e mais correta avaliação da situação e do desempenho da empresa. Além disso, somente por intermédio da contabilidade a empresa pode se mostrar oficialmente para os agentes com os quais se relaciona, ou seja, o Estado/Governo (que cobra impostos e emite leis e regulamentos), os credores (que concedem empréstimos e financiamentos e analisam riscos), os clientes (que compram os produtos ou usam os serviços da empresa, exigindo qualidade e preços adequados), os concorrentes (que acompanham as estratégias e políticas para se tornarem mais eficientes), os fornecedores (que vendem seus produtos e querem certeza de pagamento), os sócios ou acionistas (que investem recursos e querem remuneração compensatória), os administradores (que dirigem o negócio), os parceiros, em fim o mercado de uma maneira geral. Essa comunicação com o mercado se torna mais clara nos casos em que a empresa é obrigada, por lei, publicar seus balanços periódicos, tornando-se do conhecimento de toda a sociedade.

 

 

3 – Além da contabilidade formal, de que instrumentos gerenciais a empresa ainda necessita para gestão e controle de sua atividade?

 

R – Dependendo das características de cada empresa e conforme suas necessidades e a relação custo/benefício, a empresa pode instituir, a seu critério, os controles complementares que deseja, inclusive no sentido de auxiliar o serviço de contabilidade.
O conjunto desses instrumentos complementares é chamado comumente de contabilidade gerencial, ou seja, destina-se exclusivamente ao uso interno dos gestores, diferentemente da contabilidade geral que se destina não só ao uso interno, mas também ao mercado como um todo.

 

 

4 – Que utilidade tem o acompanhamento mensal das vendas da empresa?

 

R – O ideal é que o acompanhamento das vendas seja diário, para que o gestor possa, a cada dia, conciliar o movimento de vendas a prazo, venda a vista, entrada de caixa e saída de estoque, tendo condições assim, de, no mesmo dia, identificar a origem de eventuais divergências e regularizá-las em tempo hábil. O acompanhamento das vendas, seja diário, semanal, mensal,etc., permite ao gestor verificar as oscilações no faturamento e diagnosticar com mais rapidez as suas causas, por exemplo: queda nas vendas (causas prováveis: oferta de produtos ou serviços de melhor qualidade pelos concorrentes; mau atendimento; preço elevado, diminuição do poder aquisitivo dos clientes; novos produtos no mercado, proibição legal de venda etc); aumento de vendas (causas prováveis: bom atendimento, produtos e serviços de boa qualidade, preços compensadores, elevação do poder de compra dos clientes, etc).

 

 

5 – Qual a vantagem do controle de estoque e apuração dos custos da mercadoria?

R – O controle de estoques da empresa serve para registrar a quantidade e o preço de custo de cada mercadoria comprada e a quantidade e o preço de custo de cada mercadoria vendida. Um eficiente e prático controle de estoque, se constitui num poderoso instrumento de decisão gerencial, pois permite à empresa identificar por qual preço de venda cada mercadoria pode ser comercializada, e qual mercadoria pode ter o preço reduzido, qual mercadoria está causando prejuízo e portanto deve deixar de ser comercializada, e qual mercadoria pode ter uma comercialização implantada por geral maior resultado econômico, bem como outras informações úteis.

 

 

6 – O controle de estoques numa empresa industrial é idêntico ao de uma empresa comercial?

R – Há pontos comuns, mas na empresa industrial o controle de estoque é mais complexo. Isso porque, enquanto a empresa comercial apenas compra e revende a mercadoria, a empresa industrial tem de adquirir matérias-primas, materiais secundários, insumos diversos e material de embalagem, e processar esses bens até formar um produto acabado e pronto para venda. O processamento desses materiais, conforme o tipo da indústria, exige outros custos imprescindíveis como mão de obra direta, encargos sociais, energia elétrica, água, combustíveis etc. Todos esses materiais e custos são chamados de custos industriais ou custo de produção.

 

 

7 – E o que fazer com outros custos que não estão diretamente relacionados com a fabricação do produto?


R – Esses custos são, por exemplo, seguro das máquinas e do prédio da fábrica, o imposto predial da fábrica, a mão-de-obra do gerente de produção, aluguel do prédio da fábrica, etc. Esses custos são indiretos porque não estão diretamente incorporados ao produto em si como está a matéria-prima, por exemplo:

  • Somente são considerados custos de produção os gastos diretos e indiretos relacionados com a`fabricação de um produto.
  • Outros gastos como salário da secretária do gerente, ou referentes ao conserto de um computador do escritório, ou do combustível do veículo da empresa não são custos de produção, mas sim despesas administrativas. Logo não entram no registro de estoque.

 

 

8 – E como são classificados esses gastos?

R – Esses gastos são considerados despesas. As despesas podem ser administrativas, de vendas e financeiras. As despesas não se referem a nenhum produto específico, mas sim à empresa como um todo. Por isso, elas são levadas em conta na apuração do Resultado do Exercício.

 

 

9 – Para que serve a apuração do resultado da empresa?

R – A apuração do resultado do exercício expressa, para cada período, todos os valores referentes à receita bruta, os impostos indiretos sobre o faturamento, as devoluções de vendas, os descontos concedidos nas vendas, a receita liquida, o custo dos produtos ou das mercadorias vendidas, o lucro bruto, as despesas operacionais (administrativas, financeiras e de vendas), as despesas não-operacinais e o lucro líquido ou prejuízo liquido, que é o resultado final da empresa. Cada rubrica dessas pode e deve ser objeto de análise, tornando-se uma série histórica de diversos períodos, para se acompanhar as variações de valores de cada uma delas, suas causas e conseqüências, por exemplo: por que a receita vem caindo sucessivamente?; por que as despesas administrativas aumentaram significativamente em relação a períodos anteriores?; por que o lucro foi tão baixo ou tão alto?; por que as despesas de vendas estão aumentando bastante? etc.

Especificamente em relação ao lucro líquido, a empresa precisa saber se esse lucro está dentro das metas planejadas anteriormente, se está remunerando adequadamente o capital próprio que a empresa investiu no negócio (o patrimônio líquido) em comparação com outros rendimentos que a empresa poderia ter obtido se aplicasse os recursos em outro tipo de investimento, se é suficiente para expandir o empreendimento (reinvestir) com o mesmo ou novos negócios, se o valor desse lucro líquido compensou o uso de capital de terceiros de alto custo financeiro, ou seja, enfim, uma série de dados e informações gerenciais que podem ser extraídos desse demonstrativo para a tomada de decisões e se for o caso a correção de rumos da empresa.

 

 

10 – Como fazer essa análise de forma mais prática?

R – Existem diversos mecanismos e métodos adequados para se efetuar cada tipo de análise. Esses métodos podem ser adotados com auxílio de uma consultoria contábil-financeira ou em cursos e treinamentos voltados para cada área, existentes no mercado.

 

 

 

Por: Laudo Vilela

LAUDO VILELA, Técnico em Agropecuária, Técnico em Contabilidade, Bacharel em Administração de Empresa, Bacharel em Ciências Contábeis! Contabilista de 1989 e desde 2006, proprietário do escritório de contabilidade VILELA E CESÁRIO CONTADORES ASSOCIADOS, Rua Goias, 140!

 

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