Adilson Araújo: PCdoB tem contribuição a dar e Manuela é porta-voz  

O convite feito por Lula para que Manuela d’Ávila (PCdoB) seja candidata à vice em chapa encabeçada por ele selou neste domingo (6) a coligação PT/PCdoB. “A unidade do PT e do PCdoB sinaliza para uma possibilidade da qual o centro da nossa posição política está no desafio de ganhar as eleições”, declarou Adilson Araújo, presidente licenciado da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Por Railídia Carvalho

Reprodução

Manuela foi confirmada como candidata a vice-presidente na chapa PT e PCdoB

Manuela foi confirmada como candidata a vice-presidente na chapa PT e PCdoB

Antes da coligação PT e PCdoB ser confirmada o nome de Adilson foi debatido para ser vice-presidente de uma eventual chapa à presidência encabeçada por Manuela. O sindicalista fez parte do núcleo da pré-campanha da comunista.

“A Manu via com bons olhos o PCdoB ter levado em consideração em uma chapa própria um nome vindo do movimento sindical. Esse debate revela a identidade do nosso partido identificado com a luta social e a luta da classe trabalhadora”.

Adilson reafirmou que essa simbologia da importância dos trabalhadores está representada também no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele é o maior líder operário da nossa história”. Nesta terça-feira (7) o PT vai registrar a chapa à presidência encabeçada por Lula e com as coligações do PCdoB, Pros e PCO.

Manuela em atividade com as centrais sindicais
A indefinição jurídica envolvendo a candidatura do ex-presidente Lula não impacta no convite feito a Manuela. De acordo com nota da Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil que foi divulgada nesta segunda-feira (6): “Manuela será candidata a vice-presidente, seja com o deferimento ou não da candidatura de Lula”.

“O PCdoB sempre teve essa compreensão de que a classe trabalhadora é a principal força motriz a contribuir para a transformação da sociedade. Estamos à disposição para ajudar na quinta vitória do povo brasileiro”, completou Adilson.

Interromper o golpe

De acordo com o sindicalista, o saldo que deve ser tirado da atual conjuntura é que “é muito grande a responsabilidade imposta ao movimento social e sindical para dar curso a uma agenda de crescimento e geração de emprego’. “E para isso é preciso interromper a agenda regressiva de Temer”.

A revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95 foram duas das medidas anunciadas por Manuela durante a pré-campanha à presidência. “Manuela conseguiu protagonismo porque soube ser a voz altiva da defesa de Lula Livre e também ao mesmo tempo fez circular na sociedade a defesa de um projeto de nação deste partido que tem empatia profunda com um Brasil democrático e soberano. O golpe recaiu sobre o povo brasileiro”, avaliou Adilson.

Ele lembrou ainda do papel decisivo da pré-candidata acerca da reforma tributária progressiva, do respeito à diversidade e ao combate à discriminação. “Ela soube canalizar o seu potencial e visão de mundo no combate à LGBTfobia, contra o racismo, na denúncia da violência contra a mulher. Manuela tem muito a contribuir enquanto se consolidar como vice na chapa de Lula. Foi preponderante o papel exercido por ela na resistência democrática e defesa do estado de direito. O PCdoB tem uma contribuição a dar e a Manu é a porta-voz”, completou Adilson.

Do Portal Vermelho

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