Ambientalista cobra as promessas do governo Daniel Alonso para o meio ambiente

O ambientalista Antônio Luiz Carvalho Leme

Antônio Luiz Carvalho Leme, um dos maiores ambientalistas do estado, radicado em Marília, ativista das causas sociais e do verde, destacou em comentários nas redes digitais, como deve se portar um gestor público e aproveitou para lembrar as promessas para a área em que milita, feitas pelo então candidato a prefeito, Daniel Alonso, que mais tarde viria a se tornar prefeito da cidade, com o discurso da mudança, cobrando do Executivo, a implementação do que prometera.

Segue os comentários de Leme, um dos cidadãos mais respeitados da nossa comunidade :

Acima de tudo tem que seguir e aplicar o seu programa de governo que foi registrado no TSE…. se não vira algo condenável e numerado.
Fazer um programa eleitoral “bonitinho e completo” para conseguir votos e, depois fazer de conta que não é com ele, é passível (e possível) de ser entendido como: “induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”.
Coloco abaixo itens do programa registrado pelo candidato do PSDB, na área ambiental, que é a que mais acompanho. Qualquer um pode ver que, passado um ano de governo, ficou na “letra morta” ou seja, algo que perdeu o significado e a importância após a eleição. E não venham com conversinha de que só tem um ano de governo e que não tem dinheiro. A maioria das propostas só dependem de vontade política e mesmos essas não são respeitadas nem por quem escreveu as promessas.
As PROMESSAS – textualmente retirada do site do TSE….
Programa de Governo de Daniel Alonso com relação à área ambiental…
– Propomos a urgente definição e implantação do Plano e da Política Municipal de Resíduos Sólidos, com adesão do Município a consórcio intermunicipal que possa baratear o custo dos procedimentos neste setor.
– Programas educacionais para proteção ambiental e das nascentes, para minimização da produção dos resíduos (que passa pelo consumo consciente) e de reciclagem.
– Erradicação dos lixões com a destinação final adequada dos resíduos.
– Finalização das ETEs.
– Incentivo à agricultura sustentável com rotação de culturas, plantio direto, projetos agroflorestais, agricultura orgânica e familiar.
– Implantação de “licitações sustentáveis” no Município, exigindo-se, por exemplo, utilização de madeiras de reflorestamento em obras públicas; definição de Política Municipal de Incentivo às Eco-Construções, que utilizam iluminação e ventilação naturais, energia solar, sistemas de captação de águas de chuva, reuso de água etc.
-Construção do Parque dos Itambés Tornar os imensos vales (itambés) que contornam a cidade em locais de preservação ecológica (a última área verde preservada de Marília, o Bosque Municipal, é de 1962), com vocação para o turismo.
-• Ampla Revisão do Plano Diretor Para que a cidade recupere sua capacidade de planejar o futuro, defendemos uma ampla revisão do Plano Diretor do Município, que inclua também a discussão participativa da Lei de Zoneamento.
– Pavimentação Ecológica –
Eco-Trem Norte-Sul, com a utilização da linha férrea que corta a área urbana para o transporte público –
Prioridade para ciclovias exclusivas nas principais vias públicas de Marília
Também vamos desenvolver projetos que garantam saneamento básico no campo e a educação ambiental.

3. ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO
• Recuperar os mananciais, tratar o esgoto para despoluir os cursos d’água e ampliar a oferta de água à população
– Retomar e concluir as obras das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) é uma das nossas maiores prioridades. Com os cursos d’água despoluídos, melhoramos a qualidade do meio ambiente e aumentamos a oferta de água de superfície.
– Recuperar e proteger os mananciais é uma obrigação primária. Com a proteção das áreas de mananciais, matas ciliares e nascentes, teremos garantia de mais água tanto no subsolo quanto nos cursos d’água.
– Orientar e estimular o uso responsável da água é outra obrigação do gestor público.
– Vamos criar um planejamento técnico para reduzir ao máximo o desperdício de água nas redes de distribuição, hoje estimado em 40%, índice “insuportável” para o sistema. Isso prova que água tem, mas não chega a quem precisa dela.
– Tecnicamente, definiremos propostas para a perfuração estratégica de poços para captação de águas profundas, garantindo o adequado e satisfatório abastecimento de toda a população. Faremos o mesmo com a rede de reservatórios, permitindo o rodízio do abastecimento em caso de necessidade.
– Sugerimos, sempre que possível, a utilização de asfalto ecológico, especialmente nas franjas de áreas vizinhas a nascentes e em limites de mananciais. Trata-se de asfalto composto de borracha moída de pneus usados, que permite uma pavimentação de qualidade com maior elasticidade e aderência, maior resistência a variações térmicas e menor desgaste.
– Nas vias públicas, especialmente naquelas de novos empreendimentos imobiliários, defendemos calçadas mais largas com espaço para jardinagem e infiltração de água, além de canteiros centrais e ciclovias.
– Defendemos a criação de uma agência para certificação de produtos orgânicos, para agregar mais valor à produção agrícola familiar (hoje, mais de 20.000 pessoas vivem da terra em Marília).
• Elaborar e cumprir à risca o Plano Municipal de Saneamento, incluindo tudo que se refere aos resíduos sólidos, é a nossa principal proposta nesta área.
– Defendemos a Coleta Seletiva do Lixo em parceria com cooperativas comunitárias devidamente regularizadas e qualificadas. O Poder Público desenvolverá políticas claras para organizar, regulamentar e qualificar a atividade e os próprios catadores.
– Propomos construir uma Central de Compostagem para o resíduo orgânico, produzindo adubo que poderá ser utilizado pelo próprio Município e comercializado para terceiros – o mesmo vale para o biogás, com diversas utilizações; e a construção de uma Vala de Rejeitos para tratamento do chorume.
– Defendemos uma Central Municipal de Recebimento de Pneus, Pilhas, Lâmpadas e Baterias (Eco-Ponto) e a criação da Lei de Regulamentação de Logística Reversa; a implantação de unidade de resíduos da construção civil.
– Atenção e tratamento especial e adequado aos resíduos perigosos e da área da saúde.
– Defendemos a valorização e o poder deliberativo dos Conselhos Municipais da Habitação, do Meio Ambiente, Turismo e outros envolvidos diretamente com as obras públicas, bem como a criação de um Plano de Metas para as secretarias e autarquias.
– Observar o que foi proposto no Plano Diretor do Município e fazer o Parque dos Itambés conforme previsto em lei.
– Retomar o projeto do Parque do Povo na Cascata, fazer o Parque Linear do Pombo (área está totalmente abandonada), recuperar as áreas de manancial e de proteção permanente (nos vales que contornam a cidade, por exemplo, há cachoeiras e encostas que podem alavancar o turismo de aventura).

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