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Ao mestre e amigo Roberto Reis, professor doutor em Comunicação Social, por Ramon Barbosa Franco

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Professor Roberto Reis

por Ramon Barbosa Franco

Amanhecemos mais órfãos nesta terça-feira de Carnaval. Uma parte de nós, profissionais da Imprensa do Centro-Oeste paulista, se foi com ele. Custa acreditar. Bem que poderia ser fakenews. Mas, é fato. Duro, cruel e frio: Roberto Reis nos deixou. A suavidade de seu olhar, a fala baixa e o riso sempre ao final de cada comentário. “Nunca comece um texto por números, se for começar, o escreva por extenso”. “Lembre-se da regra”, e virava para lousa, “sujeito verbo predicado, escrevam sempre assim”. Quando concluiu o doutorado avisou: “Agora posso fumar cachimbo”. Particularmente não sei se o cachimbo o acompanhou, mas depois de tê-lo ouvido dizer isso, me interessei por cachimbo, hábito que me acompanhou até o nascimento do meu primeiro filho. Depois, a tamanha fumaça que fazia dentro de casa me desestimulou a continuar refletindo ao sabor do aroma alpino. Moderado e leitor dos nossos textos, retirava do fundo de cada um de nós o desejo de produzir um jornalismo ético e transformador. Amanhecemos mais órfãos nesta terça-feira, que ainda é a Gorda da festa da carne, mas para nós, comunicadoras e comunicadores destas terras abaixo do Rio Tietê, se tornou cinzas, cinza na cor e no fim. Descanse em paz Mestre Amigo.

Ramon Barbosa Franco, 40, é jornalista e escritor, formado pela Universidade de Marília (Unimar), foi aluno do professor Roberto Reis no curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo (1997-2000)


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