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ARTIGO: DEMOGRAFIA, A SUPER POPULAÇÃO E GLOBALISMO, POR MARCÍLIO FELIPPE

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DEMOGRAFIA, A SUPER POPULAÇÃO E GLOBALISMO

A população é definida como o número de pessoas que habitam um determinado território ou região. Desta forma, os seus ciclos de crescimento, a imigração, a movimentação de pessoas, seu nível médio de renda, sua distribuição em domicílios, entre outros fatores, é de fundamental importância para a compreensão do funcionamento dos diversos aspectos do espaço, não só geográfico, mas social.

Um dos elementos demográficos mais estudados pela geografia da população e pela demografia é o índice de crescimento populacional. O crescimento acelerado ou desacelerado das populações é algo constantemente debatido e teorizado por especialistas em demografia. Precisar com detalhes o funcionamento e a interferência no meio social desse fator são importantes para o planejamento de políticas públicas, ações sociais e investimentos privados.

HISTÓRICO

Sempre na história da civilização, através de todas as épocas e em todos os povos, houve uma menor parte administrativa, que geralmente era o centro do poder político, (como o exemplo da Roma antiga) e que hoje, é conhecida como município, que é uma fração geográfica, que agrega liberdades políticas e direitos privados dos cidadãos. É parte no atual conceito de Estado Federativo, que presume um pacto entre seus entes da federação.

CRESCIMENTO POPULACIONAL

Na verdade, o problema de alto crescimento demográfico está localizado em cerca de 30 países mais pobres e que pode ser solucionado com vontade política e com uma fração dos recursos mundiais gastos com despesas militares. O processo de urbanização do mundo, que vai se aprofundar nas próximas décadas, tende a abrir novas oportunidades para a implementação dos direitos de cidadania.

Para estabilizar a população dos países com alto crescimento demográfico, ainda no século XXI, seria preciso trazer as taxas de fecundidade para o nível de reposição ideal (2,1 filhos por mulher).

DADOS DE POPULAÇÃO E O CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO

Esses dados de demografia sempre direcionaram o rumo das decisões de governantes e de poderosos pelo mundo. Como escreve Márcio Chila, em seu livro: “Já no final da I Guerra Mundial, Warren Thompson, da Universidade de Colúmbia, escreveu a obra “Population”, reinterpretando o crescimento populacional do mundo, a partir de modernos estudos, a ponto de Raymoond Fosdick, presidente da Fundação Rockefeller defender a ideia de que a soberania das nações deveria ser reconsiderada”.  (Olha a ideia de globalismo).

Em 1934, John Rockefeller III, escreveu uma carta ao seu pai, em que afirmava que desejava dedicar-se ao controle do crescimento mundial da população. Não tendo convencido a Fundação Rockefeller a encampar o seu programa de controle populacional, ele decide fundar em 1952, o Conselho Populacional, juntamente com mais 26 especialistas em demografia, com o objetivo de controlar o crescimento mundial da população.

Com a morte de Henry Ford em 1947 e com as ações da Ford Company doadas para a Fundação Ford, ela se transforma na maior fundação filantrópica da história, quatro vezes maior que a Fundação Rockefeller. A Fundação passa a ter como objetivo a paz no mundo. Para tanto, as nações deveriam reconsiderar o conceito de soberania nacional e transferir poderes para as Nações Unidas (olha o globalismo).

A Fundação Ford planejou uma ampla intervenção na educação e o desenvolvimento dos métodos e controle do comportamento humano. Juntamente com o Conselho Populacional e com 26 especialistas em demografia, se reúnem com o objetivo de controlar o crescimento mundial da população e converte-se no principal parceiro do empreendimento e coloca o controle demográfico entre suas prioridades.

Em 1958, por iniciativa de John Rockefeller e com financiamento do Escritório Populacional da Universidade de Princeton, é lançado o livro “Crescimento Populacional nos Países de Baixa Renda”, de autoria de Ansley Cole e Edgar Hoover, patrocinados pela Fundação Rockefeller e o Banco Mundial.

O livro tornou-se um clássico entre os especialistas e proporcionou, até os anos 80, a fomentação econômica do movimento demográfico. Essa obra foi prontamente aceita por seus fundamentos econômicos. Em 1962, John Rockefeller III, discursa na Segunda Conferência Bienal da FAO (Food and Agricultural Organization), em Roma, sobre os efeitos da explosão populacional.

Na conferência “População, Alimentos e Bem-Estar da Humanidade” ele afirma que o crescimento populacional é o segundo problema da humanidade depois do controle de armas atômicas. Rockefeller, com base nos Censos Demográficos de 1950 e 1960, começa a fazer uma propaganda mundial sobre o impacto negativo do crescimento demográfico na economia dos países mais pobres, chegando até, em 1964, tentar convencer pessoalmente ao Papa Paulo VI sobre questões populacionais.

Em 1967, Paulo VI reconhece, na Encíclica Popularum Progressio que “ o crescimento demográfico acelerado traz novas dificuldades ao desenvolvimento, documento que percorreu o mundo como propaganda de controle e propagar as ameaças do crescimento populacional. Porém, em 1968, Paulo VI declara na Encíclica Humanae Vitae, a imoralidade dos métodos artificiais de controle da Natalidade. John Rockefeller desiste de assediar o Sumo Pontífice.

Ano após ano, até os dias de hoje, campanhas milionárias financiadas pelos Rockefeller, alcançando todos os setores, instituições e forças políticas, foram lançadas para conter o avanço do crescimento da população mundial. Militâncias a favor do aborto, união homossexual, contraceptivos, pílulas anticoncepcionais, desconstrução da família tradicional, foram investidas em gigantescas campanhas, encampadas pelos poderosos com o claro intuito de frear a natalidade.

Para se ter uma ideia, em 1984, Ronald Reagan, então presidente dos Estados Unidos, proibiu as organizações privadas promotoras do aborto de receber fundos do Tesouro Americano. A proibição foi revogada por Bill Clinton, restabelecida por George Bush, revogada por Barack Obama e restabelecida por Donald Trump. A política pesada dos poderosos está sempre interferindo no mundo.

GLOBALISMO

Estamos caminhando para um globalismo patrocinado pela ONU?  Essa é a política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários. Inclusive frear o crescimento populacional.

Há ideias consistentes de que o estado-nação — na condição de representante soberano do povo — se tornou obsoleto e deve ser substituído por um poder político transnacional, globalmente ativo e imune aos desejos do povo. Há muita gente poderosa, mega milionários, poderosos políticos e nações com regimes totalitários que encampam essa ideia.

Logo de início, é fácil ver que o globalismo — que também pode ser chamado de globalização política — não tem absolutamente nada a ver com a globalização econômica. São coisas distintas. Globalização econômica significa livre comércio e livre mercado. Trata-se de um arranjo que não apenas não necessita da intervenção de governos e burocratas, como funciona muito melhor sem eles. Indo mais além, trata-se de um arranjo que surge naturalmente quando não há políticos e burocratas impondo obstáculos às transações humanas.

Já o globalismo é o exato oposto: trata-se de um arranjo que só existe por causa de políticos e burocratas. Seria impossível haver globalismo se não houvesse políticos e burocratas. Também é uma política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários.

Na atual situação em que se encontra o mundo, já surgiram questionamentos, teorias e informações, cada dia mais contundentes e confusas: Seria o covid-19 uma forma de conter o avanço populacional? Quebrar a hegemonia econômica das grandes potências ocidentais? Os países do Ocidente foram os mais atingidos, principalmente os europeus. Seriam eles os alvos principais? A realidade é que muitas economias estão sendo quebradas, a força de produção quase destruída, a saúde pública incapaz de atender demandas dos doentes e o número de óbitos atinge patamares nunca imaginados em tempos de paz.

O atual crescimento econômico da China em comparação ao resto do mundo, nos traz a reflexão que hoje, nada é ao acaso. Ao se tornar uma potência econômica com o fracasso imposto ao ocidente, a implantação do globalismo é um passo e ao que parece, com a anuência da ONU.

Ao passo que o globalismo representa o autoritarismo e a centralização do poder político em escala mundial, a globalização econômica — que é a divisão do trabalho e o livre comércio — representa a descentralização e a liberdade, promovendo uma produtiva e, ainda mais importante, pacífica cooperação “além-fronteiras”.

A restrição à globalização econômica — ou seja, o protecionismo — nada mais é do que o medo dos incapazes perante a inteligência e as habilidades alheias. Tal postura, além de moralmente condenável, por ser covarde, é também extremamente perigosa.

Como disse o economista francês Bastiat em outras épocas:  “quando bens param de cruzar fronteiras, os exércitos o fazem.

Por isso é de extrema importância preservarmos a globalização econômica e refutar o globalismo.

REFERÊNCIAS:

GLOBALISMO E ATIVISMO JUDICIAL – Márcio Luis Chila Freyeslebem

MISES BRASIL – https://www.mises.org.br/article/2639/a-diferenca-basica-entre-globalismo-e-globalizacao-economica-um-e-o-oposto-do-outro

FUNDAÇÃO IBGE – Brasil em Números.

CLAUDE FRÉDÈRIC BASTIAT –  economista e jornalista francês. A maior parte de sua obra foi escrita durante os anos que antecederam e que imediatamente sucederam a Revolução de 1848. Nessa época, eram grandes as discussões em torno do socialismo, para o qual a França pendia fortemente.

PORTAL G1 – GLOBO

Número de anos para acrescentar cada bilhão de população mundial (ano)


MARCILIO PASCOAL FELIPPE-*

NATURAL DE SÃO PAULO – RESIDE EM TUPÃ SP-

IDADE 65 ANOS.

Bacharel em Jornalismo, pela Faculdade FACCAT de Tupã.

Jornalista Profissional devidamente registrado no Ministério do Trabalho sob número 0085309/SP

É Técnico de Planejamento e Gestão de Informações, na Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tendo ingressado na instituição em 1980.

Desenvolveu trabalhos na área de coleta de dados, tendo participado ativamente em nove campanhas censitárias, como supervisor e Coordenador de Área.

Trabalhou na Base Territorial do IBGE de São Paulo, na atualização de mapas e acertos de limites territoriais municipais e distritais, em convênio com o IGC (Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo).

Participa ativamente de execução de projetos de pesquisas sociais, demográficas e econômicas, ministrando treinamentos e acompanhando os trabalhos de coleta de campo como supervisor.

Palestrante em escolas públicas estaduais, para estudantes de ensino médio, abordando temas como a cartografia, geografia, pesquisas e mapas.


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