Artigo: “Enquanto os cães ladram…”, por Cassiano Rodrigues Leite

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Com todas as atenções voltadas no combate ao Covid-19, o meio ambiente vem sofrendo ataques de proporções nunca antes vistas, sob os olhos do poder público, que finge não ver, ou não tem a competência necessária para enxergar.
Para termos uma ideia desses números, segundo o site Imazon (www.imazon.org.br), apenas em março, o desmatamento da floresta amazônica aumentou em 279%, se comparado ao mesmo mês do ano passado, o que corresponde a uma área de 254 km², maior índice registrado nos últimos dois anos. Na avaliação dos pesquisadores do Instituto, uma parcela desse aumento pode estar ligada ao avanço de áreas ilegais de garimpo e ainda à intensa atuação de grileiros, demonstrando falta de fiscalização ou pouca estrutura oferecida no combate a esse crime ambiental.
Todo ecossistema envolvido no bioma é afetado, trazendo perdas irreversíveis ao meio ambiente, alterando a cadeia alimentar e a capacidade de reprodução das espécies.


O ciclo d’água é duramente atingido, uma vez que a vegetação é responsável pela evapotranspiração, que originam os rios aéreos,(ou rios voadores), e esse impacto estende-se a quilômetros de distância, inclusive sentido aqui no sudeste, ocasionando falta de chuvas, como já presenciamos entre os anos de 2014 a 2016.
Os ambientalistas mundiais não observam com bons olhos a gestão ambiental no Brasil. Quase nada foi feito para melhorar a preservação dos recursos ambientais, ou seu uso de forma sustentável. Ao contrário, observamos embates e críticas aos que se atrevam a defender a preservação e o manejo sustentável dos recursos oferecidos pela natureza.
O ego político nunca esteve tão exposto como presenciamos atualmente, onde líderes governamentais preocupam-se em demonstrar poder e, de forma arrogante, não aceitam opiniões contrárias àquelas que satisfaçam seus próprios pensamentos. Cabe ao povo decidir se deseja compactuar com pensamentos assim, ou mudar essa triste realidade através do voto consciente, enquanto ainda temos a democracia como arma, visando preservar o planeta e a nossa própria sobrevivência. Ainda há tempo! Mas este tempo está se esgotando!


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