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Artigo: Meio Ambiente e o Corona Vírus, por Cassiano Rodrigues Leite

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As intervenções do homem junto ao meio ambiente causam desequilíbrios incalculáveis aos ecossistemas envolvidos. Perdas de habitats, interferência na cadeia alimentar e extinção de espécies são algumas das graves consequências causadas pela invasão e destruição dos locais naturais que abrigam diversos seres e mantém o equilíbrio ambiental.
Provou-se que o corona vírus não foi produzido em laboratório, portanto, trata-se de um organismo existente há tempos na natureza, alojados em animais que viviam isolados. Mas, com a intervenção humana, ocupando espaços nativos para abertura de centros urbanos e exploração predatória de insumos, fez com que, em determinado momento, o vírus quebrasse seu ciclo natural, alcançando outros seres, dentre eles o próprio homem, cujo organismo não está preparado para combatê-lo.
Isso nos deixa claro que precisamos tomar atitudes urgentes para frear o consumismo desnecessário, combater a degradação e destruição ambiental e reverter as mudanças climáticas imediatamente.
Vivemos em um mundo globalizado, onde milhares de pessoas viajam de um lado para o outro do planeta diariamente, e epidemias como essa possivelmente se tornarão comuns. Dessa forma, a disseminação dos vírus tornar-se-á cada vez mais rápida e letal, o que nos obriga a mudarmos imediatamente os hábitos na higienização e consumismo. As orientações para combatermos o corona vírus precisam ser rotinas em nossas vidas. Lavar as mãos e evitar aglomerações deverão tornar-se hábitos constantes daqui para frente. Devemos consumir apenas o necessário, dando preferência para produtos que sejam ambientalmente corretos, comprovados através de selos e certificações ambientais, colaborando com a sustentabilidade do planeta.
Se não evoluirmos para uma sociedade mais consciente e menos egoísta, não teremos muito tempo por aqui.

*Cassiano Rodrigues Leite é servidor Público há 17 anos, casado, tem Curso Superior em Administração e Gestão Ambiental, cursando pós graduação em Perícia Ambiental. É Chefe da Divisão do Meio Ambiente no município de Marília, interlocutor responsável pelo Programa Municipio Verde Azul. 46 anos, Conselheiro do CADES – Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Marília.


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