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Artigo: “Os caminhos e desafios de um pai especial”, por Nayara Mazini

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Neste prelúdio me caberia uma breve apresentação sobre minha história, trajetória de vida, lutas, constituição profissional e visão sobre o mundo, os acontecimentos atuais e o contexto que envolve nossa fascinante Marília.
Prometo que assim o farei no percorrer de cada segunda-feira por meio dos valores, crenças e pensamentos que aqui transmitirei.
Cá num dia especial, Dia dos Pais, assim como outras datas comemorativas me são dias de reflexão.
Meu pai nos deixou este ano e ainda estou me acostumando com essa ausência, mais uma dentre tantas.
Mas hoje quero dizer sobre o papel dos filhos na paternidade atípica.
Nossos anjos guerreiros vêm ao mundo com uma missão muito especial pois modificam todos aqueles que tocam com a presença, com o olhar, com um sorriso, com a oração.
Nós pais (pai, mãe, pai e mãe), somos escolhidos para acolher essa missão de amor.
Não é um caminho fácil pois tudo sentimos na maior intensidade, a dor no máximo, o amor no máximo e a fé no máximo.
Transformamos cada dor na máxima de que diagnóstico não é sentença e que sempre há mais alguma coisa a se fazer. Basta acreditar!
Passamos por diversos estágios manejando nossas humanidades e subjetividades: a busca, a negação, os porquês, a culpa, a revolta, a angústia, o desespero, a luta, a força, a esperança, a insistência, persistência, o não desistir, a compreensão, a aceitação, o amor incondicional…a constituição de novos seres humanos.
Recebemos tantos “nãos”, tantas respostas que nos custa ouvir, tornando o esperançar uma questão de sobrevivência psíquica.
Alguns ficam com as mágoas, rancores, outros com a indiferença, o esquecimento, outros com o abandono.
Já outros escolhem viver o amor em sua plenitude e vibrar por cada pequeno avanço, pelo mais singelo gesto de comunicação, por cada quinhão gasto ou doado por um outro bom coração que se sentiu tocado em ajudar nessa caminhada.
E nas idas e vindas se descobre que a vida só tem uma razão, quando sentimos no mais íntimo de nossa alma por onde devemos caminhar com cada escolha que fazemos e onde de fato almejamos chegar para além deste corpo que nos contém.
O desenvolvimento da humildade, da serenidade, da sublimação e ressignificação de nosso olhar traz a paz que precisamos para ouvir e acolher tudo o que vem do alto.
Então, não há como olhar para trás, olhar para o futuro e não tomar as rédeas do destino sem se comprometer assiduamente com a luta pela dignidade, pela proteção da vida em sua singularidade, pelos que não têm voz nem vez.
Vivemos relações por vezes tão hostis e perversas com a materialidade de nossos valores, formas tais de pensar e agir incompatíveis com o que de mais nobre temos, a luta pelo existir.
Muitas vezes estas concepções trazem nuances e ganham contornos de resistência, recebem cores ou símbolos que nos afastam de nossas metas comuns que deveriam ser consolidadas na inteligência coletiva.
Nestes simples dizeres desejo exprimir um pouco sobre um universo em que nada substitui o olho no olho, o sentir na pele, a empatia e a compaixão.
Aqui trago meus primeiros construtos que tratam do porquê escolher o caminho do servir.

Com carinho,

Nayara Mazini.


Nayara Mazini
Enfermeira de formação pela Universidade Estadual de Londrina, desenvolveu-se na arte do cuidar.
Servidora pública no Departamento Regional de Saúde IX de Marília.
Atua em Políticas Públicas de Saúde no SUS, pelo Centro de Planejamento e Avaliação em Saúde.
Pesquisadora, mestranda em Ensino e Saúde pela Famema.
Na docência e assistência desenvolveu trabalhos na Saúde Materno-infantil, Saúde Mental e Saúde Pública.
Mãe atípica, luta pelos direitos da pessoa com deficiência, direitos das mulheres, é ativista e cultivadora autorizada de Cannabis para fins medicinais.
Escolheu Marília para viver e estabelecer sua família.
Acredita que é possível mudar a realidade imposta a nós marilienses, transformando nossa cidade num lugar mais digno, justo e humano para todos!
Para além da competência na gestão pública, alicerces na sustentabilidade ambiental e responsabilidade social, hoje é necessário inovar.
Marília merece alguém que traga a vontade, o comprometimento e seriedade, a missão assumida em deixar um mundo melhor para nossas próximas gerações.


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