Artigo: “Só a luta pode assegurar a sobrevivência dos trabalhadores”, por Gustavo Perez

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Gustavo Perez*

Primeiramente é preciso recorrer a metáforas para descrever o período caótico e conturbado que estamos vivendo, somos hoje como os passageiros de 2° classe do Titanic. Por enquanto temos os nossos salários, lares e empregos assegurados, não estamos no porão do navio como grande parte do conjunto da classe trabalhadora.

No porão, a água já começa a entrar por causa da colisão com icerb da crise sanitária e econômica, os trabalhadores mais humildes já começam a sofrer a consequência da pandemia, tanto no aspecto sanitário como financeiro.

Nossos salários, empregos e lares estão ameaçados, pois o nosso navio está em rota de colisão, a semelhança do Titanic que caminhava para afundar afetando a todos os passageiros do navio, não estamos imunes a crise e podermos sofrer da consequência econômica e de penúria social que afeta o conjunto da classe trabalhadora.

Os governos: federal, estadual e por fim também municipal, em vez de poupar a vida dos trabalhadores assegurando a ajuda econômica necessária para que não voltem ao trabalho, resolveu pela pressão dos pequenos empresários ligados ao comércio e pelo conjunto da elite comercial abrir a economia.

Marília é o exemplo do abandono da ‘quarentena’’, onde o prefeito já cogita até a abertura de creches e escolas do município elevando mais ainda o contagio e ampliando a crise sanitária

Os governadores assim como os prefeitos preferem abraçar o engodo do presidente da república, que afirma que o país não tem condições de manter a ajuda econômica aos trabalhadores, mas o mesmo governo já disponibilizou via Banco Central 1 trilhão para salvar os bancos e o sistema financeiro.

Como sempre os capitalistas por meio de seus representantes estaduais e locais querem entregar os trabalhadores a morte e retirar-lhes os únicos direitos trabalhistas fazendo-os pagar pela crise econômica.

No estado de São Paulo o governador Bolsodória, versão mais atenuada do presidente, suspendeu o pagamento da metade do 13° do mês de aniversário, logo após a decretação da Pandemia, mas afirma que pegará integralmente em 20 de dezembro para os demais. Do mesmo modo aconteceu com a mixaria do bônus concedido aos profissionais da educação que foi suspenso e que o governo afirma que pagará no 2° Semestre a todos.

Em fim não há garantias de pagamento dos direitos dos trabalhadores, nem da manutenção dos seus empregos, sejam eles do setor privado ou público. Enquanto isso o governo investe milhões no famigerado ensino a distância que todo sabem que não alcança grande parte dos estudantes, que não possuem acesso aos computadores e ou internet.

Gustavo Perez, professor da Rede Estadual de Educação, Cientista Político graduado pela UNESP de Marília e membro do PT.

 


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