“AUSÊNCIA”, com Nikita Kirah, em Coluna de Poesias

AUSÊNCIA

Mais uma vez te espero
E mesmo sabendo que não vens,
Tento iludir-me, inutilmente,
Dizendo-me que ainda é cedo…

E assim, passam-se os dias.
Cada dia é como um vento
Que sopra, varrendo tudo,
Apagando os faróis e partindo…

Eu, simplesmente contínuo
A tecer longos bordados,
Como a musa de Atenas,
Que aguarda seu amado,
Endeusando-se na ilusão de adorá-lo…

Sou como um barco naufragado,
Inerte e esquecido
A espera do pescador que sonhou
E desapareceu no mar…

Nikita Kirah
Escrita em 27/02/1989

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