Auto Papo, por Glauco Toth

Salão do automóvel ameaçado

O Salão do automóvel que desde 1960 é realizado no Brasil a cada dois anos e até então servia para as montadoras lançarem novos modelos ou divulgar os já existentes, deixou de ser tão atrativo, fazendo com que, Toyota, BMW, Chevrolet, Honda, Hyundai e Kia desistissem das suas participações.

O argumento oficial das marcas é quase sempre o mesmo: custos proibitivos e formato obsoleto. E não é só no Brasil, salões do mundo todo vêm sofrendo esvaziamento radical.

As marcas reclamam dos altos custos. Além do preço exorbitante do espaço. A locação e montagem de estandes podem variar entre 1 e 20 milhões de reais, cobra-se muito dinheiro por qualquer demanda. Se for preciso mudar um ponto de iluminação, pedir um serviço extra de limpeza ou ampliar a área com ar condicionado, é preciso usar o caríssimo serviço da organizadora.

A migração do público consumidor de automóveis para salões de tecnologia como o CES ( Consumer Eletronics Show), realizado anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos, é outro ponto de fuga das montadoras.

A situação é tão grave que o salão de São Paulo a ser realizado em novembro desse ano, foi adiado para 2021 e poderá ocorrer em outra cidade brasileira ou até mesmo em outro país da América do Sul.

Os organizadores do salão estão com medo do sepultamento definitivo de seus eventos e para que isso não ocorra, serão obrigados a se reinventarem para atender as montadoras.

Será o fim do salão?

Fonte das fotos:
Jornal O Estado de São Paulo

 

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