Blocos arrastaram no Rio 755 mil foliões neste domingo, segundo prefeitura

Rio de Janeiro
Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

Boletim divulgado ontem (12) pela Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) informa que os maiores blocos que saíram anteontem (11) pela cidade arrastaram cerca de 755 mil foliões, sendo os maiores o Bangalafumenga (400 mil pessoas), no Aterro do Flamengo; Simpatia é Quase Amor (220 mil pessoas), na orla de Ipanema; Areia (80 mil pessoas), no Leblon; e o Cordão do Boitatá (55 mil pessoas), no centro do Rio.

Rio de Janeiro – O tradicional bloco Simpatia é Quase Amor arrastou uma multidão pela praia de Ipanema (Vladimir Platonow/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – O tradicional bloco Simpatia É Quase Amor arrastou uma multidão pela praia de Ipanema (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
O tradicional bloco Simpatia É Quase Amor arrastou 220 mil pessoas pela praia de IpanemaVladimir Platonow/Agência Brasil

No sábado (10), abrindo o carnaval, o Cordão da Bola Preta comemorou seu centenário seguido por 340 mil pessoas na Avenida Presidente Antonio Carlos, no centro, enquanto o bloco Favorita teve 690 mil seguidores na orla de Copacabana, zona sul, segundo a Riotur, registrando o maior público de foliões entre os blocos.

O Bangalafumenga, que desfilou ontem (11), é uma fusão do funk com o samba e foi fundado pelo poeta Chacal e os músicos Rodrigo Maranhão e Celso Alvim como resultado de um encontro no Planetário da Gávea entre artistas que se dedicavam à poesia, samba e improvisos.

Um dos blocos mais tradicionais do Rio, que desfila desde 1985 pelas ruas de Ipanema, o Simpatia É Quase Amor arrastou uma multidão também no domingo (11). A agremiação, que se notabilizou pelo bom humor e pelas críticas políticas, saiu com a música Samba da Adivinhação, ironizando o atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

Já o Cordão Boitatá foi fundado em 1996. Em 2000, o bloco que hoje é formado por mais de 100 músicos profissionais e amadores adotou como palco principal a Praça XV, com o objetivo de levantar a discussão sobre o processo de ocupação e revitalização do centro do Rio de Janeiro.

Movimento do metrô

O balanço da operação do fim de semana de carnaval, divulgado há pouco pelo MetrôRio, revela que no sábado (10) e domingo (11), foram transportadas mais de 1,5 milhão de pessoas nas linhas 1, 2 e 4, aumento próximo de 150 mil passageiros em relação a igual período de 2017.

A concessionária informou que, ao contrário, do que ocorre durante a operação regular do sistema, os embarques e desembarques no carnaval se concentram em horários e locais de blocos, o que representa um “complicador para o fluxo de pessoas nas estações”.

A nota do MetrôRio esclarece que “desde sexta-feira (9), foram registrados danos a 37 trens, entre vidros quebrados, portas danificadas e composições pichadas. No sábado, em razão de problemas como retenção de portas das composições e de 11 acessos indevidos à via ao longo de todo o dia, houve atrasos e o sistema chegou a ser paralisado por, ao todo, 40 minutos”. A concessionária está operando com equipes reforçadas e operação de limpeza ampliada.

Para atender ao movimento de carnaval, o MetrôRio está funcionando em regime de 24 horas por dia desde 5h de sexta-feira (9) até as 23h59 da terça-feira (13). Desde as 5h de sábado (10), as composições da Linha 2 fazem o trajeto direto entre o bairro da Pavuna, na zona norte, até o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, zona oeste, sem necessidade de transferência entre as duas linhas.

Edição: Davi Oliveira

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