Bolsonaro inova no ataque: trabalhadores receberão aposentadoria “por partes”

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: BOLSONARO10

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Para agradar o mercado financeiro Bolsonaro trabalha a pleno vapor com sua equipe econômica numa proposta para satisfazê-los. Seu projeto de reforma se baseia em duas parte: um modelo “fásico”, por etapas, e uma Poupança Individual de Aposentadoria.

Muitas instituições financeiras já fizeram exigências de que o debate eleitoral deverá obrigatoriamente passar pelo ponto da Reforma da Previdência, uma pré-condição para o apoio do mercado.

Neste sentido, Bolsonaro que lidera as pesquisas, mas é visto com receio pela burguesia mais pragmática, trabalha com afinco na sua proposta de reforma. Sobre o tema o pré-candidato declarou que fará uma proposta capaz de passar pelo “filtro da Câmara e do Senado Federal”, mostrando o seu comprometimento em conseguir a aprovação da dita “mãe das reformas”, na qual o próprio governo golpista de Temer falhou.

O projeto até agora elaborado por sua equipe econômica, que tem a frente nessa questão o economista Abraham Weintraub, ex-diretor da corretora do Banco Votorantim, têm como bases a implementação do que ele chama de “aposentadoria fásica” (em etapas) e a “PIÁ” (Poupança Individual de Aposentadoria).

Em um texto publicado em 2017 na Revista Brasileira de Previdência, o economista explicita a proposta. Ao invés de um direito da população a previdência é tratada como uma contrapartida às contribuições, sendo assim o trabalhador começaria a receber somente 25% do salário mínimo aos 55 anos, numa generosa “antecipação da aposentadoria fásica, como um fôlego financeiro a essas pessoas tão necessitada”. Já a PIA seria uma capitalização individual, um Tesouro Direto adaptado para fins previdenciais, com isenção tributária. Ou seja, mais uma forma de abrir espaço para o capital financeiro especular até mesmo com as aposentadorias dos trabalhadores.

Dessa forma, vemos como o interesse de Bolsonaro é acatar aos desejos do mercado financeiro e entregar uma reforma da previdência bem ao gosto dos capitalistas atacando o direito dos trabalhadores. Abrindo espaço para uma maior especulação com a previdência dos trabalhadores e mantendo intacto o saque dos cofres públicos por meio do pagamento da dívida pública, que poderia ser usado entre outras coisas para o custeio da previdência.

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