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China será exceção e terá recuperação acelerada no pós-pandemia

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Altos níveis de poupança e peso menor dos serviços favorecem retomada da economia chinesa

Com menor peso do setor de serviços no Produto Interno Bruto (PIB) e elevada poupança interna, a China sairá mais rapidamente da crise coronavírus do que o restante do mundo. É muito provável que o país asiático seja, na realidade, uma exceção. Os sinais de reação da atividade chinesa após o primeiro choque da pandemia são um “farol imperfeito” do que deve acontecer nas maiores economias, incluindo o Brasil.

Isso deve frustrar analistas que avaliam a retomada chinesa como antecedente da volta à normalidade, alertam pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). “A China tem movimentos de retomada bastante claros e os analistas têm usado isso como indicativo que o mundo vai voltar rápido. É preciso cuidado com essa extrapolação”, diz Livio Ribeiro, pesquisador associado do Ibre/FGV.

Os índices de gerentes de compras (PMI, em inglês), termômetros do nível de atividade, foram os primeiros a detectar a largada da China. Por lá, os PMIs mostraram retomada mais veloz, sobretudo nas manufaturas, na análise dos dados nos meses de fevereiro a junho. “Entre as grandes economias, a China é o único onde PMIs estão rodando acima de 50, apesar de outros países também terem retomada”, afirma Ribeiro.


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