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Começou o espetáculo dos ipês!, por Cassiano Rodrigues Leite

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O nome Ipê é originário da língua Tupi e significa árvore de “casca grossa” (ou cascuda) que se destaca pela bela florada, e, embora esta seja breve, oferece um espetáculo único, alegrando o dia de quem os encontra pelo caminho. Nesta época de baixas temperaturas, começam a florescer, segundo sua espécie, numa sequência de tonalidades que encantam e alegram os dias gelados de inverno, justamente no período em que menos esperamos tamanha beleza natural, tratando-se de estação fria e seca, com baixa umidade do ar e diversas queimadas que ainda, infelizmente, ocorrem nas áreas urbanas. A beleza das flores não se resume apenas à florada nos galhos, mas na criação de um tapete colorido nas calçadas onde estes estão plantados. Neste momento, as pessoas entendem que a verdadeira felicidade está nas coisas simples que temos gratuitamente, oferecidas pela natureza.
As árvores florescem durante o inverno e a cena vai até a primavera. O ipê-roxo e o ipê rosa são os primeiros a florescer: de junho a agosto. O ipê-amarelo floresce entre agosto e setembro e o ipê-branco, de setembro a outubro, podendo ocorrer pequenas variações conforme o clima característico em cada região do país.
As floradas costumam durar uma semana, em média, e variam conforme a concentração de água na atmosfera. Em alguns casos, o período de exuberância pode chegar a 15 dias. Além da beleza, a espécie ipê ajuda as abelhas, que precisam do pólen, e os pássaros, que buscam abrigos e dispersam as sementes, o que acaba colaborando com a cadeia ecológica, salvaguardando o banco genético destas espécies.


Essa bela árvore pode alcançar até 25 metros de altura e não tem somente flores bonitas, mas sua casca e entrecasca têm propriedades medicinais (anti-inflamatórias, anti-infecciosas e cicatrizantes) e podem ser utilizadas para diversos tratamentos, como: dermatites, varizes, amigdalites, infecções renais, entre outros.
O Ipê amarelo (Tabebuia Araliacea) é árvore símbolo de Marília, oficializado através da Lei 4468 de 02 de julho de 1998, em seu artigo 18º, sendo esta uma das espécies propícias para plantios em calçadas, por possuir raízes que não danificam o passeio público e seu porte ser compatível com o desenvolvimento urbanístico do município, considerando fiações e tubulações, além de colorir a paisagem cinzenta dos centros urbanos


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