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Conselheira tutelar nega informações pela segunda vez à imprensa

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A conselheira Luciana de Oliveira se recusou a falar com ao Jornal da Manhã, primeiro porque estava de folga e depois porque não gostou da publicação do do jornal

Jornal da Manhã

A conselheira tutelar Luciana de Oliveira se negou a falar com a imprensa pela segunda vez. Na segunda (16) ela já havia dito a outros conselheiros que não daria informações porque estava de folga e hoje (19), mesmo trabalhando, a situação se repetiu.

O Jornal da Manhã procurou por ela por conta do atendimento a um bebê com suspeita de maus tratos.

O bebê de iniciais D.G.A.S., de três meses de vida, foi levado ao Hospital Materno Infantil na noite de domingo com traumatismo craniano. O HMI notificou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência pela suspeita de maus tratos ou negligência dos pais ou responsáveis.

Na segunda-feira a equipe de reportagem do Jornal da Manhã procurou o Conselho Tutelar sobre o caso e foi informada que a conselheira responsável, Luciana de Oliveira, estava de folga e que não havia mais ninguém que pudesse dar esclarecimentos a respeito.

O órgão procurou Luciana, mas retornou ao Jornal da Manhã mencionando que ela disse que não daria informações, nem as transmitiu a outro conselheiro para que pudesse conversar com a imprensa.

Na quarta-feira a criança teve alta hospitalar e o JM novamente tentou contato com a conselheira, mas ela estava em atendimento. Hoje, quinta-feira (19), Luciana de Oliveira veio ao telefone, mas se mostrou contrariada e arredia por conta da matéria veiculada pelo Jornal da Manhã no dia 17 (impresso e site) que menciona a falta de informações por parte dela.

A conselheira tutelar chegou a dizer que não daria informações por conta dessa matéria do JM, mas depois utilizou a prerrogativa de que o caso corre em sigilo para não dar qualquer dado sobre o estado do bebê ou o trâmite formal em uma situação como essa.

A equipe de reportagem do JM fez a queixa ao CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), a quem o Conselho Tutelar é subordinado; assim como à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

A gestora municipal da pasta, Wania Lombardi, confirmou os problemas de falta de comunicação do Conselho Tutelar e acrescentou desordem e insubordinação.

A secretária informou que a partir de janeiro de 2020 o órgão terá coordenadora própria, já escalada para a função. Além de estagiários de arquivologia para organização dos casos em arquivo.

No dia 10 de janeiro os dez eleitos em outubro deste ano assumem o Conselho Tutelar. Entre eles, sete foram reeleitos e três são novos. Luciana de Oliveira não está entre eles, deixando o cargo público e remunerado que ocupa.


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