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Corbyn e Dilma denunciam ascensão da extrema direita e defendem um futuro melhor

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Deputado inglês demonstra solidariedade ao povo brasileiro, vítima da irresponsabilidade de Bolsonaro. Dilma reitera ação criminosa do presidente brasileiro e ambos reforçam compromisso com a defesa dos interesses dos trabalhadores, defendendo unidade na ação internacional contra a agenda neoliberal
Reprodução

A atuação criminosa de Jair Bolsonaro à frente do enfrentamento da pandemia do coronavírus, com consequências nefastas sobre a vida do povo brasileiro, foi discutida na tarde desta quarta-feira, 24 de junho, em videoconferência promovida pelo Partido Trabalhista do Reino Unido. No encontro, líderes do partidos Trabalhista inglês (Labour) e do PT brasileiro reforçaram compromisso com a defesa dos trabalhadores, promovendo unidade na ação internacional contra a agenda neoliberal.

O seminário virtual ‘Brazil, Bolsonaro & the Coronavirus Catastrophe’ tratou dos impactos da crise sanitária e contou com a participação do deputado Jeremy Corbyn, ex-líder do Labour, e da ex-presidenta Dilma Rousseff, além do jornalista Gleen Greenwald, prêmio Pulitzer e fundador do site The Intercept. A moderação correu a cargo da deputada inglesa Claudia Webbe. Desde o início da pandemia, o Brasil perdeu mais de 52 mil pessoas, que morreram pelo Covid-19, e tem mais de 1,2 milhão de pessoas infectadas. 

“A reação de Bolsonaro piorou a situação no Brasil. É uma loucura o presidente dizer que qualquer medida de isolamento deve ser evitada. Minha solidariedade ao povo brasileiro”, disse Corbyn. “Este governo não tem sensibilidade diante da vida e da morte”, denunciou Dilma. Ambos apontaram a ação criminosa de Bolsonaro na omissão diante do aumento do desmatamento na Amazônia que está provocando um retrocesso na agenda ambiental e do papel do Brasil no mundo. “Há uma preocupação e um terror mundial em relação às queimadas da floresta amazônica”, advertiu Corbyn.

O jornalista Glenn Greenwald saudou Dilma Rousseff e Jeremy Corbyn como dois “gigantes da política mundial”, na luta por um futuro melhor para seus povos. “A situação no Brasil é indescritivelmente trágica”, lamentou o repórter. “Temos três crises interligadas que se retroalimentam e pioram umas as outras. Uma é pandemia. A outra é a crise econômica e o aumento da desigualdade. E a terceira é um ataque concatenado contra a democracia brasileira por Bolsonaro. O Brasil está sob ataque”.

A ex-presidenta e o deputado inglês defenderam que a luta contra a desigualdade e em defesa do meio ambiente deve unir as esquerdas no mundo. “Não podemos permitir que o mundo seja conduzido por corporações”, defendeu Corbyn. “Nossa unidade é muito importante. Vamos trabalhar com Lula, Dilma e (o senador estadunidense) Bernie Sanders. Somos fortes. Essa é a força para o futuro. Vamos aprender com as lições do Covid”, comentou.

Internacionalismo

Dilma também concordou que o internacionalismo deve ser perseguido também pelas esquerdas em todo o planeta, que devem promover ações em defesa dos direitos das camadas mais vulneráveis das populações de cada nação. Ela acredita que, ao fim da pandemia do Covid-19, a luta será para a promoção de uma política de solidariedade, justiça social e de combate à desigualdade de renda. “Nenhum país do mundo vai deixar de olhar a desigualdade e será necessário que os líderes se afastem das políticas de austeridade fiscal. Se continuarmos a fazer isso, estaremos fomentando a extrema direita”, declarou a ex-presidenta.

O líder trabalhista inglês fez um um apelo para os líderes políticos progressistas de todo o mundo possam aprender com a pandemia do Covid-19 a importância de que fortalecer o sistema de saúde pública em todos os países. “Precisamos reconhecer o valor dos trabalhadores e não podemos entrar na retomada da economia, depois que passar a pandemia, num período de política de austeridade”, disse Corbyn.

pt.org.br


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