JC : Craques de Marília que vestiram a camisa da  Seleção não esperam surpresas na convocação

Fonte : Jornal Cidade

Técnico Tite, responsável pela classificação antecipada para a Copa, tende a manter time base. Só contusões podem deixar jogadores de fora

Três craques de Marília que no passado brilharam em grandes times e até mesmo vestiram a camisa da Seleção Brasileira apresentaram na semana passada suas análises prévias para a convocação desta segunda-feira, dia 14. Na data em que o técnico Tite apresentará os nomes dos convocados para defender o Brasil na Copa da Rússia, que começará dentro de semanas, o torcedor mariliense, na avaliação de Jorginho Putinatti, Guilherme Alves e Márcio Rossini, não enfrentará surpresas. Os três craques – todos nascidos em Marília e com jogos pela Seleção Brasileira – foram unânimes em afirmar que apenas contusões vão deixar de fora os atletas que nas últimas partidas vêm sendo chamados pelo professor Tite.
Márcio Rossini, que atualmente se dedica na revelação de novos talentos da bola, acredita que Tite, que já foi campeão do mundo com o Corinthians em 2012, manterá nesta segunda-feira, dia 14, uma escalação bem semelhante às escalações das últimas convocações. “Existem dúvidas apenas com quem pode estar contundido ou vier apresentar uma contusão, mas entendo que a convocação não fugirá muito do que a gente viu nos amistosos e até mesmo na fase de eliminatórias”, contextualizou Rossini. O ex-zagueiro também é treinador e vestiu a camisa da Seleção Brasileira 13 vezes, chegando a marcar um gol. “O Tite fez uma eliminatória segura, conseguimos o primeiro lugar tranquilo e a vaga para a Copa da Rússia de forma antecipada. Todo este empenho é fruto de um trabalho de equipe”.
Sobre o fantasma do 7 a 1, contra a Alemanha em 2014 na semifinal, e a pífia partida contra a Holanda valendo o terceiro lugar, Rossini explicou que para jogadores do nível de Seleção isso não existe. “Cada partida é única e o atleta supera qualquer trauma na partida seguinte. Uma prova disso foi o desempenho que a Seleção Brasileira teve no amistoso preparatório contra a própria Alemanha, recentemente”, sugeriu. A partida aconteceu em março e a Seleção Brasileira venceu de 1 a 0. Antes do vexame do 7 a 1, Brasil e Alemanha tinham se enfrentaram na final de 2002, com o Brasil conquistando o pentacampeonato em cima dos alemães.

“Não leva Rodrigo Caio”

O atacante Guilherme Alves, que hoje é treinador, também conversou com a reportagem do Jornal Cidade sobre as expectativas para a convocação desta segunda-feira, dia 14. Ainda que rapidamente, pois a ligação caiu e, após as perguntas iniciais, o jornal não conseguiu reestabelecer contato com o craque, Guilherme observou que dificilmente Rodrigo Caio deverá ser convocado por Tite. “Não acredito em surpresas nesta segunda-feira, tanto que antecipo o meu palpite de que Tite não convocará Rodrigo Caio”. O zagueiro Rodrigo Caio – que é nascido em Dracena – está recuperado de lesão no pé esquerdo e atualmente defende o tricolor paulista, São Paulo.

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JORGINHO
Fratura tirou craque de Marília da Copa de 1986

Com passagens por grandes times do futebol brasileiro, como Palmeiras, Santos, Corinthians e Grêmio, o mariliense Jorge Putinatti, o Jorginho, estava no time que classificou o Brasil de Telê Santana para a Copa do Mundo de 1986, disputada no México. Era a segunda vez que a Copa aconteceria no México e, a primeira vez, havia dado Brasil, com um timaço de fazer inveja a qualquer nação. Jorginho sofreu uma fratura em 1985 e acabou não sendo chamado pelo mestre Telê. “Normalmente, quando um atleta vem sendo convocado para as eliminatórias, ele naturalmente já está nos planos do técnico para a Seleção da Copa do Mundo”, observou.
O craque conta que, nestes casos, o técnico já vai orientando o atleta para evitar contusões, se cuidar mais, afinal, o torneio mundial vem se aproximando. “As únicas surpresas da convocação desta segunda poderão ser na reserva, uma ou outra posições na zaga e meio de campo”, contou.
A experiência de Jorginho recomenda aos torcedores brasileiros deixarem a euforia de lado. “Time para ganhar temos, mas precisamos ir devagarinho. Copa é diferente, são 7 jogos difíceis e não é porque fez uma eliminatória tranquila que garantirá o título de campeão na Copa”, afirmou. Ele lembrou que grandes seleções estão de fora e que muitas fizeram feio em torneios anteriores. “Não podemos subestimar uma França, por exemplo”. Aliás, se a fratura tirou Jorginho da Copa de 1986, a França, naquela ocasião, eliminou a Seleção que tinha Carlos no gol, além de Zico e Sócrates.

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