Últimas

Cuidados com a higiene bucal na terceira idade

Compartilhe

Os cuidados com a higiene bucal são imprescindíveis em qualquer fase da vida. Contudo, na terceira idade eles devem ser redobrados. 

Isso porque há mudanças no corpo e hormônios que podem impactar diretamente na sensibilidade dental e na propensão de surgirem doenças.

A priori, é preciso destacar que para a qualidade de vida na terceira idade, os cuidados devem ser tomados desde a juventude, implementando hábitos saudáveis na rotina e proporcionando um melhor funcionamento dos tecidos.

Contudo, mesmo sendo crucial o acompanhamento desde as primeiras fases da vida, alguns quadros ainda são possíveis de reverter com a adoção de novos hábitos.

Inclusive, ao ocorrer o envelhecimento, os cuidados se tornam ainda mais necessários para que o organismo não seja afetado pela estrutura bucal – assim como para evitar o surgimento de doenças na cavidade.

Para se ter uma ideia da importância desses cuidados, com uma higienização e alimentação correta, a resistência dental pode ser ampliada. Com isso, a queda dos dentes pode ser minimizada e/ou evitada. 

Além disso, é possível considerar alguns fatores relacionados às próteses móveis.

Isso porque apesar de benéficas em muitas situações, as dentaduras são associadas à velhice para repor a ausência dos dentes. Contudo, alguns aspectos precisam ser destacados nesse contexto:

  1. Com as novas tecnologias e cuidados corretos ao longo da vida, a necessidade da prótese pode ser reduzida;
  2. Fatores relacionados à longevidade e acompanhamento correto também podem influenciar no uso da estrutura;
  3. Assim como os dentes, ela precisa de cuidados específicos para garantir a saúde bucal;
  4. Seu uso não só recupera a aparência, como influencia no sistema digestivo e absorção de nutrientes, bem como na regulação dos tecidos bucais, influenciando na saúde como um todo.

Esses aspectos evidenciam que apesar de haver um comprometimento do corpo com o avançar da idade, principalmente devido às alterações do próprio organismo, alguns aspectos podem ser preservados – desde que o cuidado seja tomado no decorrer da vida.

Além disso, os cuidados bucais de higienização, acompanhamento profissional e até a alimentação correta influenciam diretamente na manutenção da saúde. Inclusive, devem ser mantidos na terceira idade e em caso de haver necessidade de uso de tratamentos como próteses.

Outro fator é a correlação entre saúde bucal, saúde corporal e estética. 

Afinal, não só os nutrientes podem ser absorvidos por meio da cavidade oral, como também diversos agentes nocivos podem ter acesso aos tecidos e sistemas do corpo pela boca.

Mais ainda, é preciso dizer que por se tornarem mais sensíveis, a predisposição à doenças inflamatórias e o surgimento de feridas de forma mais constante também podem ocorrer.

Assim, desde as práticas diárias até as adequações necessárias para a preservação da saúde na terceira idade, alguns cuidados devem ser tomados.

Doenças bucais na terceira idade

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2060 ao menos 25% da sociedade brasileira terá mais de 65 anos.

Esse dado evidencia aspectos como a longevidade populacional, que é ampliada. Por esse motivo, é preciso conciliar os cuidados diários no decorrer da vida com as tecnologias que são disponibilizadas, de modo a proporcionar mais qualidade de vida na terceira idade.

Isso se torna ainda mais evidente ao abordar a saúde bucal, pois com o processo de envelhecimento, alguns problemas bucais se tornam mais propensos de aparecerem. São eles:

  • Redução do fluxo salivar;
  • Propensão à xerostomia (boca seca);
  • Aumento no risco de cáries;
  • Desenvolvimento da halitose;
  • Contração gengival;
  • Agravamento da sensibilidade bucal;
  • Aumento da predisposição a gengivite e periodontite;
  • Desenvolvimento de lesões, inclusive em antigas restaurações;
  • Aumento no risco de câncer.

Além desses problemas, as pessoas que demandam o uso de prótese podem apresentar o agravamento em quadros de feridas e erupções na boca devido à má adaptação e higienização.

Nesse contexto, caso haja uma boa adesão e resistência na estrutura óssea – principalmente quando não há necessidade de substituição de muitos dentes – um implante dentario valor pode ser indicado pelo profissional.

Com relação aos problemas mencionados, cabe destacar algumas informações sobre alguns deles.

Importância do fluxo salivar

Basicamente, a saliva é responsável pela regulação da acidez na cavidade oral e contribui com a remoção de resíduos e bactérias, funcionando como um processo de higienização natural.

Além disso, ela é composta por nutrientes como o cálcio e o fosfato, responsáveis pelo fortalecimento da estrutura dental e recomposição do esmalte.

Por esse motivo, a redução da substância na cavidade oral pode facilitar o surgimento de problemas como cárie, erosão dental e periodontite.

Do mesmo modo, o comprometimento da saliva pode ocasionar na xerostomia, que é agravada pelo uso de alguns medicamentos necessários nessa faixa etária. Com isso, o Ph é ainda mais afetado, contribuindo para o acúmulo de bactérias na cavidade oral.

Aumento na predisposição de doenças periodontais 

A periodontite consiste no agravamento das patologias que atingem a gengiva, como a gengivite.

A doença é causada pelo acúmulo de placa bacteriana na linha entre o dente e a gengiva e no encontro das estruturas dentais.

Por conta da irritação das gengivas pela presença das bactérias, pode haver sangramento gengival e contração na linha da gengiva. Quando não tratada adequadamente, há ainda o enfraquecimento da estrutura óssea, acarretando na mobilidade e queda dos dentes.

Fatores de atenção no quadro da periodontite são a diabetes e o tabagismo, que podem agravar a doença e dificultar o tratamento e processo de cicatrização.

Além disso, algumas substâncias e malefícios do tabaco podem dificultar a identificação dos sintomas da gengivite – fase em que há controle facilitado do problema.

Maior risco de câncer de boca

Devido aos problemas ocasionados pelo envelhecimento, como a redução do volume da saliva na boca, e a higienização inadequada, o risco do surgimento de doenças mais complexas como o câncer de boca são agravados.

Além disso, tais fatores somados aos hábitos nocivos do tabagismo e consumo excessivo do álcool aumentam a predisposição ao desenvolvimento da doença em 35 vezes.

Desse modo, conforme indicado pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção é fundamental no plano de controle da doença e redução das mortes pela doença.

Para se ter uma ideia da gravidade do quadro, ainda segundo a OMS, ao menos 40% dos casos que resultam em morte poderiam ser evitados com o acompanhamento correto e por meio de práticas saudáveis como a escovação adequada.

Especialidade médica e tratamentos

A área de geriatria é muito ampla e conhecida, visando atender e estudar as doenças que atingem o organismo dos idosos.

Já a gerontologia compreende o campo de estudo relacionado à compreensão do processo de envelhecimento e seus efeitos no corpo, visando proporcionar uma melhor qualidade de vida nessa fase.

Nesse segmento, a odontogeriatria se destaca ao tratar dos impactos que o processo do envelhecimento pode acarretar na cavidade oral. 

Do mesmo modo, a especialização tem como objetivo tornar os procedimentos mais adequados para esse público e suas necessidades, tornando o atendimento mais humanizado e atuando na tranquilização dos pacientes.

Ou seja, o acompanhamento profissional adequado é um fator determinante para a melhora da qualidade de vida e da saúde bucal do idoso.

Desse modo, desde a realização de procedimentos como a restauracao de dente quanto custa, que pode ser necessária, até mesmo as visitas de rotina para a profilaxia e manutenção da higiene são essenciais nos cuidados com a saúde bucal e são ofertadas por esses profissionais.

Dentre os procedimentos mais recorrentes nessa faixa etária estão os processos de limpeza, tratamentos gengivais e a colocação de próteses móveis.

Prótese dentária

O enfraquecimento dos dentes e da gengiva pode ocorrer com o envelhecimento, mas os principais motivos para a queda são os problemas gengivais que podem surgir por conta dos hábitos de higiene e alimentação inadequados.

Assim, por mais que 41,5% da população acima dos 60 anos já tenham perdido a dentição segundo pesquisas do IBGE em 2013, a necessidade da colocação da prótese não é algo decorrente – exclusivamente – do envelhecimento.

Contudo, cabe ressaltar que o tratamento não é algo negativo, afinal, a dentadura é a solução para recuperar a funcionalidade da mastigação e sistema digestivo quando há a perda da estrutura dental.

Além disso, a prótese contribui para a melhora da autoestima e recuperação do bem-estar, impactando nas relações interpessoais e na redução de constrangimentos.

Independentemente do uso da prótese, manter os devidos cuidados com a higienização da cavidade bucal é imprescindível para a saúde e, quando não há a perda, proporciona um sorriso bonito e saudável a longo prazo. 

Confira a seguir algumas dicas para a manutenção da saúde e higiene bucal.

Cuidados com a higiene bucal

Como pode ser percebido no decorrer do texto, é por meio da prática da escovação correta que a saúde bucal é mantida, reduzindo as bactérias presentes na cavidade oral e prevenindo o surgimento de doenças bucais.

Esse cuidado se mostra ainda mais importante na terceira idade, já que a redução do fluxo salivar e aumento da acidez da boca tornam o ambiente mais propício para a reprodução e acúmulo de bactérias e podem facilitar o acesso de vírus e outros agentes nocivos.

Para contribuir com a manutenção da mucosa e reduzir os riscos de inflamações e perdas dentais, outras práticas podem ser adotadas na rotina. Alguns hábitos benéficos nesse contexto são:

  • Manter a hidratação constante, ingerindo ao menos 2L de água diariamente;
  • Ter uma alimentação saudável e balanceada;
  • Utilizar os itens corretos na escovação;
  • Realizar a movimentação correta na escovação, com suavidade;
  • Evitar o consumo de álcool e tabaco;
  • Visitar o odontologista regularmente.

O uso do flúor e do fio dental também são cruciais durante a rotina de higiene. Contudo, assim como ocorre com as crianças, o uso do flúor deve ser mensurado para não prejudicar a estrutura dental que estará mais sensível.

Sobre a hidratação necessária, cabe dizer que além da água ser responsável por auxiliar na absorção dos nutrientes pelo corpo, o líquido auxilia na higienização natural da boca.

Isso porque a água mantém a mucosa equilibrada, removendo resíduos de alimentos e bactérias dos tecidos bucais. Desse modo, ela contribui no papel salivar, já que há a redução dessa substância no corpo. 

Inclusive, a composição da saliva é composta por 90% de água, o que torna esse elemento ainda mais essencial na manutenção da substância presente na boca.

Já em relação aos produtos usados na escovação, é preciso ter atenção à rigidez das cerdas, que precisam ser extra macias para que não fira a gengiva ou contribua para a retenção desse tecido.

Além disso, a movimentação circular característica desse processo deve ser mantida, mas com mais suavidade para evitar a abrasão dos tecidos.

Assim, com a higienização correta dos dentes, o paciente pode recorrer até aos procedimentos estéticos para ampliar a satisfação ao sorrir e com a autoestima. 

Nesse caso, seja um clareamento dental preco ou a aplicação de implantes e facetas, é primordial verificar a possibilidade do tratamento e quais os cuidados necessários após o procedimento com o profissional que já acompanha o paciente.

Uso e cuidados com as próteses

Como mencionado anteriormente, a prótese é um tratamento comum na terceira idade para restabelecer a qualidade da mastigação do paciente e, assim como a dentição permanente, demanda uma higienização correta para que bactérias não se acumulem no item e tecidos bucais.

Para a escovação da peça, a dentadura pode ser retirada após a refeição – de modo que a higienização possa ser feita em todo o material.

O armazenamento também deve ser feito de forma adequada, para que bactérias e vírus não se acumulem no material e sejam levados à boca.

Para dormir, a prótese deve ser colocada em um copo com água (que não pode ser quente) misturada em uma solução com um colher de água sanitária para combater os organismos nocivos que podem se alojar na dentadura. 

Ao retirar a dentadura e ao amanhecer antes da sua colocação, a gengiva também deve ser higienizada, removendo os resíduos alimentares presentes na boca.

Nesse caso a higienização pode ser feita com uma gaze umedecida. O tecido deve ser passado em movimentos circulares, massageando a gengiva e agindo de forma mais profunda na eliminação das bactérias.

Para a colocação da prótese o profissional verificará a aderência/retenção do molde à gengiva.

Isso porque se não houver uma resistência nesse tecido, ao invés de proporcionar mais qualidade de vida a dentadura pode provocar dores, feridas e até facilitar o surgimento de microorganismos nocivos ao corpo – facilitando o acúmulo desses agentes no espaço entre a gengiva e a prótese.

Cuidados complementares

Além da higienização correta, alguns hábitos podem contribuir para a saúde bucal, como a prática de atividades físicas e a alimentação.

No segundo caso, balancear o cardápio e investir no consumo de vegetais e frutas é muito benéfico para o funcionamento do organismo e para proporcionar mais resistência aos órgãos – inclusive os dentes e gengivas.

O consumo de alimentos fibrosos e do cálcio, por exemplo, promovem o aumento da resistência dental, redução de inflamações gengivais e podem contribuir, até, com a higienização dos tecidos de forma natural.

Contudo, um fator de atenção na terceira idade é que a preexistência de doenças, como as sistêmicas, podem exigir um acompanhamento multiprofissional, como é o caso da diabetes.

Isso porque o cardápio precisa ser montado com mais atenção para preservar a saúde como um todo. Além disso, a patologia tem impacto direto na imunidade e cicatrização do corpo, podendo dificultar a adesão e a realização dos tratamentos. 

Assim, ao procurar “quanto custa um clareamento”, o paciente nessa faixa etária precisa considerar ainda mais as orientações profissionais e, em alguns casos, verificar se a condição de saúde do organismo possibilita a realização do procedimento naquele momento.

Afinal, o odontogeriatra é o responsável por compreender as reais necessidades e desejos do paciente, visando conciliar a saúde física com a estética, promovendo mais qualidade de vida nesse momento – seja por meio do bem-estar ou melhorar as condições de fala e mastigação.

Mesmo para a aplicação de um implante esse cuidado é necessário. Na verdade, principalmente nesses procedimentos mais complexos.

Isso porque caso haja a desregulação da diabetes, por exemplo, o tratamento com a insulina e glicose deverão ser realizadas antes do procedimento dental para que não haja complicações na cirurgia.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe da Clínica Ideal, plataforma especializada em marketing e gestão para consultórios e clínicas odontológicas.

 


Compartilhe

Comente

Seu email não será publicado. Campos marcados são obrigatórios *

*