Denúncia de agressão a aluno é apurada

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra o que seria um professor da Apae de Lins dando tapas e puxando a orelha de aluno

por Lilian Grasiela

JC NET, BAURU

J.Serafim Show

Duas mães de alunos da Apae procuraram CPJ para registrar BO

Lins – A Polícia Civil apura denúncia de supostos maus-tratos a um adolescente que frequenta a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Lins (102 quilômetros de Bauru). Um vídeo que viralizou nesta sexta-feira (27) nas redes sociais mostra o que seria um professor desferindo tapas e puxando a orelha de um aluno no refeitório. O profissional – que não terá a identidade divulgada pelo fato de o caso estar sob investigação – foi afastado pela direção da entidade.

No fim da tarde, a mãe de um adolescente que frequenta a Apae procurou o plantão policial para registrar boletim de ocorrência por acreditar que a vítima possa ser seu filho. A reportagem apurou que, logo depois, outra mãe também compareceu à CPJ. A delegada Juliana Bredariol confirmou que registrou BO por maus-tratos e vias de fato, mas preferiu não revelar detalhes alegando que a investigação correrá sob sigilo.

O advogado Ruy Arruda entrou em contato com o JC e contou que denunciou o fato em sua coluna em uma mídia da região há uma semana após ser procurado por algumas mães. “A diretoria da Apae sabia há muito tempo desse vídeo e das agressões porque a funcionária que filmou contou o fato para a diretora da Apae, mostrou o vídeo para a diretora e a presidente e acabou sendo demitida por questionar os maus tratos”, diz.

Em nota, a presidente da Apae, Creuza Maria Pedroso, informou que registrou BO no último dia 23 para apuração dos fatos e afirmou estranhar que a suposta agressão não tenha sido denunciada à entidade e aos órgãos competentes pelo autor do vídeo. “Com a publicação do vídeo na data de hoje (ontem), estamos afastando o professor de suas funções até que seja apurada a possível veracidade dos fatos”, declara.

“A Apae, ao longo desses 50 anos, tem prestado aos deficientes serviços relevantes, sempre pautados no repeito, direitos e procurando sempre buscar melhorias efetivas para ofertar uma assistência aos 140 assistidos que aqui estão e dependem do trabalho dos nossos profissionais”. O Conselho Tutelar também está acompanhando o caso, assim como o Ministério Público (MP).

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