“Dias de esperança”, por Doutora Vivian Coutinho Cavalcante

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Doutora Vivian Coutinho Cavalcante*

Ontem, a notícia de que a vacina do Instituto Butantan resultou em 100% de eficácia nos casos intermediários e Graves e até 78% de eficácia nos casos leves foi celebrada. Dos casos testados, NINGUÉM apresentou sintomas intermediários ou graves da doença, ao passo que de todas as pessoas testadas, 78% não testaram nenhum sintoma sequer. Resultado mais positivo que a vacina produzida por Oxford, por exemplo, que resultou em 68% de eficácia.

Em tempos em que os recursos destinados à pesquisa foram reduzidos, obter um resultado desse, confiado por renomados cientistas, é, sem dúvidas, um golpe muito grande sobre quem desacreditou do trabalho destes profissionais que demonstraram ser verdadeiros heróis, e que, de forma célere, descobriram uma vacina capaz de tornar o coronavirus efetivamente uma “gripezinha”.
Não obstante, o Instituto Butantan ainda está finalizando uma pesquisa com um soro que demonstrou eficácia em combater sintomas e evolução da doença em pessoas infectadas.
Com todos esses resultados e, pautados na ciência e no currículo histórico do Instituto Butantan, é que toda a comunidade científica pode, hoje, cobrar mais respeito dos Governantes, e mais investimento para pesquisas. A ciência resiste, mesmo em tempos de crise.
E, ao contrário do que diz o Governo Federal, que agora quer se valer das conquistas que criticou o tempo todo, o Governo de São Paulo, mais uma vez, acerta na condução dos trabalhos durante a crise sanitária no País. Na contramão de tudo o que nosso Presidente da República diz, o Governador de São Paulo acompanhou toda a equipe tanto do Butantan quanto do Comitê de Gerenciamento de crises e confiou no que a ciência dizia. Enfrentou a fúria daqueles que seguem o Presidente, e manteve-se firme e confiante nos resultados que estariam por vir.
Foi um tiro no escuro? Talvez. Mas inegável que quem não arrisca, erra por medo. E graças a esse tiro no escuro, hoje nossa esperança é maior pelos dias que virão.
Esperamos agora que os Prefeitos dos Municípios do nosso Estado mantenham-se cautelosos com a situação e que fiscalizem se seus decretos vem sendo adequadamente cumpridos, pois diante do risco de uma segunda onda forte de contaminação, do colapso dos hospitais pelo Estado, não podemos relaxar nas cautelas que nos protegeram até o momento. Esse ano de 2.021 nos deu uma nova oportunidade de lutar pela vida. E seguimos adiante.

*Pós graduanda em Processo Civil pela LFG
Secretária de Relações Institucionais da JPSDB-SP
Advogada da área de Família e Sucessões, Infância e Juventude e Criminalista

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