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“Em defesa da Escola Estadual Maria Izabel Sampaio Vidal”, por Gustavo Perez Pereira Andrade

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Gustavo Perez Pereira Andrade

Em primeiro lugar educação não é favor, mas é direito segundo o Constituição Federal do Brasil, Capítulo II dos Direitos Sociais, Artigo 6° São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção, a maternidade e a infância, a assistência aos desamparados na forma desta constituição.

A cidade para ter um futuro assegurado e estar nos trilhos do desenvolvimento socioeconômico gerando emprego e distribuindo renda precisa priorizar a educação como direito a todos as crianças e jovens do município, por isso é importante compreender quais os desafios encontrados pela educação em Marília.

 E que estes desafios são consequência de uma grande expansão demográfica que deve ser acompanhada de uma infraestrutura que priorize a população daqueles novos bairros. Os arredores carecem de mais linhas de ônibus, ciclovias, postos de saúde, parques, áreas de lazer e, sobretudo, escolas.

Como professor da referida Escola Estadual Maria Izabel de Sampaio Vidal não necessito aqui citar referências para atestar a superlotação das salas de aula o que é resultado do aumento populacional provocado pela criação de novos bairros na região a saber Maracá e Montana. A questão da demanda por novos prédios escolares na região, para além do meu testemunho particular pode ser atestada em matérias do nosso jornalismo regional*.

A Escola Estadual Maria Izabel de Sampaio Vidal está sobrecarregada sendo assim é imperativo uma nova escola em Padre Nóbrega e outra para os estudantes das cercanias, que em muitos casos são forçados a estudar em escolas estaduais de outros bairros longínquos.

Carecemos não apenas de edifícios, mas de funcionários e infraestrutura para receber os estudantes dos novos bairros.   Cabe ainda mencionar que no mesmo prédio da escola do distrito funcionam três diferentes ciclos de ensino, possuindo turmas do ensino fundamental ciclo I (1°a 5° ano) e ciclo II (6° ano ao 9°) até o ensino médio (colegial).

A construção de mais escolas se faz indispensável, pois, o prédio da escola do distrito de Padre Nóbrega se encontra num prédio do município e não do estado** conforme apurado pela reportagem do G1. Portanto, os alunos mais velhos da escola dividam o prédio com os alunos de faixa etária menor, isto faz com a escola possua horários de intervalos diferentes para harmonizar o uso do espaço.

Como diz o Gonzaguinha em sua letra “ A gente quer viver pleno direito / A gente quer viver todo respeito/ A gente quer viver uma nação /A gente quer é ser um cidadão /A gente quer viver uma nação. Sim, e uma nação não se constrói sem escolas, é nas escolas que para além do conteúdo deve se formar o cidadão, o cidadão com consciência coletiva, o cidadão brasileiro, paulista e mariliense.

Gustavo Perez Pereira Andrade, professor da Rede Estadual de Educação, Cientista Político graduado pela UNESP de Marília e membro do PT.

Referências

*https://www.giromarilia.com.br/noticia/giro-marilia/maes-temem-municipalizacao-de-escola-estadual-e-criam-movimento-em-marilia/16052

**https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2020/01/02/pais-e-alunos-ocupam-predio-para-protestar-contra-possivel-desativacao-de-escola-em-marilia.ghtml

 


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