ESCÂNDALO NO MINISTÉRIO PÚBLICO. PROMOTOR DE JUSTIÇA ESTARIA CAPTANDO CLIENTE PARA ESPOSA QUE É ADVOGADA.

IMAGEM ILUSTRATIVA© INTERNET

Investigações sobre esquema criminoso na região descobrem depósito de R$ 75 mil na conta de advogada esposa de promotor de Justiça

COM JC NET

Um documento apontado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo é peça fundamental entre as provas contra um Promotor de Justiça de Prudente e sua mulher, advogada.

A prova veio de uma das vítimas do suposto esquema criminoso que envolve o promotor André Luís Felício e as advogadas Tatiana Cavalcanti Teixeira Felício, esposa dele, e Renata Moço, em Presidente Prudente.

Os três se tornaram réus em uma ação penal após o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo receber uma denúncia apresentada pelo Ministério Público.

O documento é público e pode ser consultado no Cartório de Regente Feijó. Nele, o advogado registrou conversas e também um comprovante de transferência bancária.

Em 30 de agosto de 2016, ele conversa com uma pessoa identificada como Tatiana. A foto do perfil é da esposa do promotor André Luís Felício, Tatiana Cavalcanti Teixeira Felício.

Na conversa, o advogado pede o número de uma conta para depósito. Tatiana responde que “a Renata está viajando” e sugere que a conta dela mesma seja usada.

Tatiana trabalhava como advogada no escritório da também advogada Renata Moço, que também foi apontada pelo MP como participante do esquema.

Tatiana passa o nome completo, CPF e o número da conta. Na sequência, está um comprovante de transferência, uma Ted, no valor de R$ 75 mil, depositados diretamente na conta de Tatiana.

Na denúncia feita pelo Ministério Público e aceita pelo TJ-SP, é exposto que houve reuniões entre esse advogado, o promotor André Luís Felício, a esposa dele, Tatiana e Renata Moço. Elas teriam acontecido entre julho de 2016 e julho de 2018, inclusive dentro do prédio do Ministério Público.

O objetivo dessas reuniões era, segundo o MP, solicitar vantagens indevidas ao advogado.

Na defesa apresentada ao TJ-SP, André Luís Felício reconhece que fez contato com o promotor Cássio e também que indicou o escritório onde a esposa trabalhava, mas apenas com o objetivo de “ajudar um amigo”, já que conhecia o advogado e tinha um relacionamento social com ele.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o promotor usava da influência dele junto a outros promotores para advogar em interesse dos clientes do escritório, inclusive fornecendo minutas de pareceres favoráveis a esses clientes.

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