EUA: Protesto antirracista coloca Minneapolis em Estado de Emergência

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Homem negro, de 46 anos, foi morto sufocado por dois policiais brancos. Há manifestações em outras cidades.

Manifestante em Minneapolis pede um basta às mortes de pessoas negras

O prefeito de Minneapolis (Minnesota, EUA), Jacob Frey, declarou nesta quinta-feira (28) Estado de Emergência na cidade, diante dos protestos antirracistas realizados após a morte de George Floyd por dois policiais brancos. A vítima, negra, de 46 anos, morreu sufocada enquanto dizia que não conseguia respirar.

Um dia antes, o próprio prefeito admitiu o caráter racista da ação dos policiais. “Ele estaria vivo se fosse branco. Os fatos que eu vi, que são o mínimo, certamente me levam à hipótese de que o fator raça estava envolvido. É preciso que sejamos claros”, disse.

Os policiais envolvidos foram afastados. Em sua defesa, eles disseram que Floyd foi detido após uma denúncia de fraude com cartões falsos em uma loja. Desde então, a frase “Eu não consigo respirar” se tornou o símbolo dos protestos que tomaram toda a cidade.

Lideranças do movimento negro e de direitos humanos de todos os EUA se manifestaram em solidariedade. Após duas noites de protestos por justiça, o governador de Minnesota, Tim Waltz, acionou a Guarda Nacional para conter os ânimos.

Há registro de protestos em outras cidades dos EUA, como na Flórida e em Los Angeles, mesmo diante da pandemia do coronavírus. O Departamento de Justiça publicou na manhã de quinta-feira que a investigação federal sobre a morte de Floyd tem a categoria de “prioridade máxima” e que promotores e investigadores experientes foram designados para o caso. O departamento pede calma, “já que os investigadores continuam reunindo metodicamente os fatos”.


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