EUA: Texas já tem milícias ajudando empresas a driblarem o ‘lockdown’

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A reportagem do New York Times contou ao menos seis cidades no Texas utilizando desse tipo de segurança particular. Esse cenário está criando um dilema para as autoridades locais

Homens armados, ao estilo paramilitar (ou de milícia, para usar um exemplo brasileiro), estão sendo contratados em diversas cidades do estado do Texas, nos EUA, para garantir que comércios e negócios em geral possam ser reabertos em meio à pandemia do coronavírus.

Quando Jamie Williams decidiu reabrir seu estúdio de tatuagem, desafiando as restrições impostas pelo governo do Texas, ele chamou Philip Archibald para ajudá-lo. Ele apareceu com seu cachorro Zeus, alguns amigos e seu rifle semiautomático AR-15.

O referido senhor Archibald é responsável por montar um perímetro armado no estacionamento do estúdio de tatuagem, protegido por cinco homens com rifles militares, roupas camufladas e walkie-talkies. “Eu acredito que abrir ou fechar um comércio deve ser uma decisão de seu proprietário”, diz Archibald. “Quem poderá vir aqui para prender uma pessoa que só quer ver seu negócio funcionando? Isso é uma confrontação”, afirma.

Enquanto o governador do Texas, Greg Abbott, anunciou no começo de maio a reabertura gradual de shopping centers, restaurantes e alguns comércios, bares, cabeleireiros, estúdios de tatuagem e outros empreendimentos nos quais é difícil manter o distanciamento social deverão permanecer fechados.

A reportagem do New York Times contou ao menos seis cidades no Texas utilizando desse tipo de segurança particular. Esse cenário está criando um dilema para as autoridades locais, que se veem obrigadas a cumprir com as ordens de distanciamento social, ao mesmo tempo em que movimentos conservadores defendem o fim imediato das restrições.

A solução armada acaba por ganhar espaço como uma combinação entre manifesto antigovernamental e movimento pró armas, algo bastante comum no estado, especialmente na região sul, que faz fronteira com o México.

A reportagem informa também que movimentos semelhantes já foram registrados também no Michigan. Mas no Texto, de acordo com o texto, tal fenômeno parece estar se transformando em uma indústria.

Tradução e edição: Fernando Damasceno

vermelho.org.br


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