Facesp teme desobediência generalizada no comércio com manutenção de quarentena

Compartilhe

VAREJO PARALISADO

Facesp teme desobediência generalizada no comércio

O presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, encaminhou correspondência ao Governador do Estado de São Paulo, João Dória, advertindo sobre a capacidade de resistência das empresas e da população que se encontra no limite, e os riscos de uma desobediência generalizada e desorganizada são bastante sérios. “O documento foi claro quanto aos riscos da continuidade da quarentena após o dia 07 de Abril”, disse o vice-presidente da Facesp no centro-oeste paulista, Adriano Luiz Martins, presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília. “Apoiamos as medidas restritivas às atividades comerciais, implantadas no Estado, por considerarmos necessárias naquele momento”, escreveu o dirigente paulista ao fazer o alerta.

Alfredo Cotait Neto enfatizou que os empresários continuam a apoiar o Governo do Estado de São Paulo e que o empresariado continua defendendo a necessidade de respeito às restrições, não pactuando com o desrespeito ao Decreto Estadual. “Acreditamos que a manifestação de Vossa Excelência, confirmando o fim das restrições gerais para o dia 7 próximo, poderia contribuir para reduzir as tensões geradas não apenas pelas dificuldades, mas, também, pela incerteza quanto aos desdobramentos da situação”, apontou Alfredo Cotait Neto, que também está como presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O presidente da Facesp e da ACSP sugere ao Governador do Estado de São Paulo, João Dória, que promovesse debates sobre como deverá ser a saída do isolamento, para que não ocorra sem as cautelas necessárias. “Nesse sentido, a Facesp e a ACSP se colocam à disposição para colaborar, em conjunto com outras entidades, a fim de estabelecer normas que contribuam para reduzir eventuais riscos à saúde”, escreveu. “Solicitamos a urgente sustação dos pagamentos do ICMS e parcelas de dívidas fiscais por um período de 90 dias, seguido de carência e parcelamento dos valores acumulados”, acrescentou no documento encaminhado ao Palácio dos Bandeirantes. O dirigente paulista e paulistano ainda complementa, dizendo que as duas instituições que preside aguardam o posicionamento do Governador do Estado de São Paulo sobre os assuntos apresentados, na certeza de que os paulistas darão, também, contribuição para amenizar as dificuldades financeiras das empresas, a fim de cumprir as obrigações fiscais, evitando uma inadimplência generalizada, que trará grandes prejuízos para o acesso das empresas ao crédito.

De acordo com Adriano Luiz Martins muitos empresários estão preocupados com a situação e principalmente com a ampliação da quarentena. “Apesar de procurarmos oferecer alternativas de vendas, através da internet, bem como informar as medidas econômicas disponíveis pelos governos: federal, estadual e municipal, os empresários mostram-se preocupados com a situação atual e futura”, disse o vice-presidente da Facesp que tem mantido contato direto com os dirigentes da federação sobre o trabalho de articulação junto ao Governo do Estado, num primeiro momento, e paralelamente ao Governo Federal. “As linhas de crédito são importantes, porém, é na retomada das atividades comerciais que serão viabilizados os pagamentos das parcelas do empréstimo”, disse o dirigente de Marília.

LEGENDA – Alfredo Cotait Neto, presidente da Facesp e da ACSP, alertou o Governador do Estado, João Dória


Compartilhe

Comente

Seu email não será publicado. Campos marcados são obrigatórios *

*