Fracassa a marcha em Marília a favor de Bolsonaro

Marcha que imaginou reunir milhares de marilienses nas ruas foi um fiasco sem precedentes. Ao contrário de 2014, na deposição golpista de Dilma, que levou 5 mil às ruas, desta vez, para apoiar o presidente Bolsonaro, meia dúzia de pessoas e um cachorro vestido de camisa do Brasil, não fez frente ao que as urnas mostraram em 2018, quando quase 80% da cidade apoiou o governo que aí está e que até hoje não disse a que veio.

Bem intencionados, porém, feitos de massa de manobra por que pregam o combate à corrupção, mas fazem vista grossa às plantações de laranja, de queirozes e de flavionetes que se espalham num mar de lama inacreditável, então, a que pauta servem, senão a uma idolatria.

Os marilienses resistem bravamente ao auto-golpe, às bravatas e a tomada do poder pelas milicias, quando dia 15 de maio levaram 2 mil às ruas e hoje, no comparativo, meia duzia na praça para dizer talvez, quem sabe, amém ao fiasco econômico, ao racismo, à homofobia.  

O mariliense aprendeu finalmente que o caminho à extrema direita e ao radicalismo destrói a sociedade enquanto a ponderação, o diálogo, a convivência democrática, a liberdade são valores pátrios que agregam ao desenvolvimento e progresso tão esperados.

Do fiasco de hoje com fotos do Jornal do Povo – editadas  pela redação – que exibe pouquíssimas pessoas a encarnar o bolsonarismo, este defenestrado em todo o mundo, fica o caminho da união necessária, do pacifismo que precisamos e não de socos no ar, continências ou malogros.

Marília fez a lição de casa. O mariliense não cai mais no conto do vigário.

Lamenta-se entretanto que os raros manifestantes foram às ruas defender a reforma da previdência que arrebenta o trabalhador e o futuro da juventude, o pacote anti-crime do ministro e ex-juiz, que na verdade faz soltar rojões a criminalidade por que beneficia aos maus, bem como corrobora o fracasso da política econômica de um governo que veio e vai partir sem deixar saudade.

 

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