Ideias Simples que Podem Mudar Vidas, por Cassiano Rodrigues Leite

fotos © horta comunitária produzida em área pública na cidade de Rio Claro-SP – site G1

Quando falamos em sustentabilidade, muitos visualizam ideias que talvez impliquem despesas altas, que darão retorno tempos depois, e tornam-se inviáveis para pessoas de baixa renda praticarem em seu dia-a-dia. O pensamento sustentável principia em não gerar resíduos, o que demonstra que a ação está ao alcance de todos, em qualquer classe social. É bem verdade que a humanidade atingiu um padrão de conforto elevado, e é improvável que consigamos retroceder, abrindo mão das tecnologias desenvolvidas. O que precisamos, então, é reduzir a geração dos resíduos, consumindo apenas o necessário, dando preferência para produtos originados de fontes de origem renovável. Ainda assim, sendo difícil essa meta, o ideal é reutilizarmos e reciclarmos o que for possível dentro dos materiais a serem descartados. Diversas ideias surgem diariamente para o aproveitamento de materiais inservíveis, onde estes tornam-se produtos diversos nas mãos de artistas e pessoas preocupadas com o meio ambiente que buscam ocupações e rendas extras.
A falta de alimento para parte da população mundial nos faz meditar em sugestões que possam suavizar os dias dessas famílias. Uma ideia pouco utilizada pelo poder público, que poderia colaborar com a redução na fome de sua população, bem como cuidar do meio ambiente, são as “Hortas Comunitárias”. Ações simples podem fazer a diferença na qualidade de vida da população e ainda alimentar famílias inteiras que poderiam obter o básico através dos trabalhos de suas mãos. Observamos diversas áreas públicas abandonadas pelas periferias das cidades, utilizadas como pontos de descartes de resíduos sólidos urbanos, tornando-se criadouros de animais peçonhentos e focos de queimadas urbanas. Organizar Associações de Moradores nestes bairros seria o primeiro passo que um administrador público daria para unir o útil ao agradável. Cadastrar essas Associações como sendo de interesse público, e ceder essas áreas ociosas seria o passo seguinte. A limpeza do local e cercamento, já utilizando a colaboração dos associados seria o início prático da ação. A aquisição de sementes e mudas para o plantio pode pode ser facilmente conseguida com apoio da iniciativa privada e organizações de grupos de classe, sempre atuantes em causas sociais. Um técnico da área de agricultura pode promover um curso sobre compostagem orgânica, além dos cuidados com o plantio, promovendo conhecimento aos envolvidos. Assim, famílias inteiras, hoje desempregadas, poderiam obter o sustento com o trabalho de suas mãos e ainda obter lucro com a venda do excedente. Esse é apenas um, dos vários modelos possíveis para desenvolvimento de ”Hortas Comunitárias”, que, além de colocar nas mesas o alimento básico para o sustento, devolve a dignidade aos envolvidos, promovendo a inclusão social destes. Sem falar que a área pública, antes ociosa e causadora de malefícios ambientais e ônus aos cofres públicos, passaria a ser espaço útil a sociedade. Então fica a pergunta: Por que observamos tão poucos exemplos de desenvolvimento deste projeto?

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