Irracionalismo e Extremismo, por Marcelo Fernandes

Infelizmente, as Eleições de 2018 estão sendo disputadas sob duas perspectivas políticas muito ruins para a sociedade brasileira: o Irracionalismo Lulopetista e o Extremismo Bolsonariano.

O Irracionalismo Lulopetista chegou ao nível de crer que, da cela da Polícia Federal em Curitiba, condenado por prática de corrupção no seu governo, Lula seria capaz de impor, “como nunca antes na história deste país”, a candidatura de um presidiário. Contra todos os fatos, o Lulopetismo acreditou que bastaria negar a realidade e insistir no discurso ideológico que os eleitores comprariam a candidatura do PT, seja quem fosse o candidato. É muita arrogância, irracionalidade reflexiva e anti-estratégia política.

O Lulopetismo não percebeu que a Operação Lava Jato convenceu a maioria da população brasileira que a corrupção no país é obra do PT e das esquerdas. E que o desemprego, a ineficiência dos serviços públicos, os privilégios das elites econômicas e políticas, a crise moral, enfim, tudo de pior na sociedade é obra da esquerda e do PT.

Pior, o irracionalismo Lulopetista não foi capaz de perceber que, por causa disto, a população passou a flertar com as teses da direita. Ao ponto de parcelas significativas da população acreditarem hoje, que programas sociais e cotas afirmativas são propostas discriminatórias e origem da desigualdade, de tratamento diferenciado entre os homens.

O Extremismo Bolsonariano compreendeu a mudança de cenário em tempo real e apostou todas as fichas políticas na radicalização extrema do discurso político contra a esquerda e o PT. O brasileiro médio não é extremista. Bolsonaro tinha em torno de 28% de intenção de votos e 60% de rejeição. A eleição estava aberta. Até a tragédia…

A facada do irracionalismo psicótico do esquerdista Adélio Bispo teve três efeitos imediatos. Primeiro, despertou solidariedade a Bolsonaro. A esquerda e o PT decidiram eliminar o homem que ousou propor mudar o país e ser radical contra a corrupção. Segundo, a tragédia expôs Bolsonaro na TV para a população. Ele tinha 8 segundos de horário eleitoral e passou a ter 25 minutos em todos os noticiários das principais redes de TV do Brasil. Sem falar nos portais de Internet, rádios, jornais, etc. Terceiro, a facada possibilitou que Bolsonaro se escondesse do contraditório, do debate de ideias, eclipsando suas limitações enquanto opção política eleitoral. Nasceu o Mito, o Messias, o Jair se acostumando… Pavimentou-se a estrada segura para a vitória eleitoral do Extremismo Bolsonariano.

Neste contexto, qualquer candidatura moderada, de ideias e boas propostas foi arrebatada pelo Irracionalismo e pelo Extremismo. Isto explica os fiascos de Alckmin, Amoedo, Alvaro Dias, inclusive o meu, como candidato a Deputado Federal. Agora é a hora de tentarmos juntar os cacos e recuperar a POLÍTICA como a arte de incluir, de ser o instrumento necessário para fazer mais e melhor para a maioria da população.

A tarefa do momento é trabalhar para amenizar o irracionalismo e o extremismo, consolidando assim uma via política moderada, de ideias, boas propostas para mudar nosso país e nossas cidades. O desafio é imenso, mas liderança digna do nome não se esconde, nem se abate. Perder eleições faz parte do jogo. O que não pode é desviar do caminho de um país, uma cidade mais justa, sustentável e livre da corrupção!

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