“Mecanismos de Corrupção (5) : Pensar só em Lucro”, por Celi Gonzales e Francisco Cesar Barros

 

5– O estilo de pensar “só em lucro”, limitando a atuação social.

 

Quando o governo assume uma bandeira social paga pelos impostos, todos entendemos, inclusive o empresário, que já estamos fazendo nossa função social ao pagar o tal imposto exorbitante. Após esta conclusão, o foco passa a ser lucro, deixando de lado outras possibilidades de atuação social.

Infelizmente, o governo usa o dinheiro dos programas sociais para “outros fins”.

Caso o empresário participe de alguma atividade que o governo promove, tipo: programa social, feiras patrocinadas, incentivos à exportação, BNDES, etc… pode ter certeza que ele o fará em caráter de exceção ou em “cotas reservadas” a uma minoria. Na verdade, uma coisa leva à outra e no mundo corporativo o olhar social serve mais como marketing do que como visão coletiva e isto também nos distancia de um mundo ético e isento de corrupção.  A omissão também estimula, permite, reforça e perpetua o erro.

O mecanismo da corrupção é forte e asqueroso, mas os seus alimentadores são as vezes sutis e vivem escondidos em posturas até aceitas socialmente.  Paradoxos como o uso errado dos impostos e o abuso da cobrança parecem justificar o olhar empresarial, que por ser absurdamente lesado, encerra sua atuação com o pagamento dos mesmos, ainda que parcial porque sonegar também é aceito como necessário e natural.

Os investimentos no “social” até são feitos, mas a porcentagem que chega nas mãos de quem realmente necessita é muito baixa. O dinheiro passa por diversos “desvios” até chegar no povo e com isso fica sujeito a tomar muitas mordidas pelo caminho. Há a incompetência administrativa dos governantes, que usam seus recursos intelectuais apenas para tornar o rastreio mais difícil com a verba mudando rapidamente para muitas mãos.

Para onde vão as verbas contra enchentes ou as que são para conter as encostas dos morros? O governo garante que liberou, mas ninguém vê a obra que foi feita com aquela verba.

Onde tiver dinheiro público, pode ter certeza que haverá lucro legal como também lucro imoral.

Celi Aparecida Gonzales

*    Palestrante nos temas: PNL, Excelência no Atendimento, Inteligência Espiritual

 *    Consultora de processos e programas de qualidade pela empresa APOIO SOLUÇÕES CORPORATIVAS

 *    Gerente de Compliance e Potencialização de Líderes na empresa New House Gestão Estratégica em Lançamentos Imobiliários

 *    Diretora e docente do Instituto New House

 *    24 anos de experiência na área de Consultoria de Negócios do Varejo

 *    Coautora do livro FUNCIONÁRIO PRODUTIVIDADE ZERO.

 

Francisco Cesar Barros

*   Engenheiro Químico

*   Palestrante dos temas “Vendas e Atendimento ao Cliente”

*   Consultor nas áreas de: Vendas, Produtividade, Atendimento ao Cliente, Perdas e Desperdícios

*    Escritor –  Autor dos livros “Seja um Caçador de Tesouros” e “Funcionário Produtividade Zero”

*   Biógrafo empresarial e pessoal  

 

 

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