Ministro do Trabalho teme desmanche na fiscalização com fim da pasta

 

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil*  Brasília

Vieira de Mello espera que Bolsonaro repense a decisão. “Eu espero que repensem. O Ministério do Trabalho é um órgão histórico. É um seio de direito social”. Ele acrescentou que o órgão foi “inteiramente saneado”. A extinção do MTE foi confirmada ontem (3) pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Em meados deste ano, a Polícia Federal revelou um amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares.

A partir de janeiro do ano que vem, as atribuições do ministério serão divididas entre três pastas. Tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sob o guarda-chuva do Ministério da Economia e da Cidadania serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.

* Colaborou Kariane Costa, repórter da Rádio Nacional

Edição: Denise Griesinger

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