Mudanças no horário prejudicam o comércio de Pompéia, diz entidade empresarial

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VAREJO NA QUARENTENA

Mudanças no horário prejudicam o comércio

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Pompeia, Rinaldo José Traskini, criticou as alterações constantes do funcionamento do comércio varejista, por parte do Governo Estadual, argumentando que isso prejudica sensivelmente o desempenho das vendas. “No final do ano passado isso causou uma uma variação negativa de 6,3% em relação ao mesmo período de 2019”, disse o dirigente. “Os maiores prejudicados com as vendas de dezembro foram os donos de lojas de rua e de shopping”, afirmou o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, que analisou recente pesquisa neste sentido pela entidade paulistana. “No comparativo com Novembro houve uma elevação média de 18,4% de vendas”, completou Rinaldo José Traskini, sobre as compras para o Natal, em tom de preocupação com as vendas em Janeiro.

De acordo com o dirigente paulistano os números referem-se apenas a vendas físicas. “As vendas do comércio “on-line”, que já estavam crescendo antes da pandemia, estão em franca aceleração ainda mais em épocas favoráveis a compras por conta do distanciamento social”, disse o economista da associação comercial paulistana. “Os dois dias que o comércio perdeu porque teve de fechar as portas para atender a determinação do Governo do Estado, que incluiu temporariamente as cidades paulistas na fase vermelha do plano de flexibilização econômica, foram decisivos para isso”, disse Marcel Solimeo. “As lojas ficaram sem funcionar em dias importantes para o varejo, que é o momento em que as pessoas trocam os presentes e aproveitam para comprar algo mais”, complementou, apontando que a medida ainda causou insegurança ao consumidor por perder a noção de quando ele encontraria as lojas novamente abertas.

Esta mesma insegurança é apontada pelo dirigente pompeiano quanto ao novo período de funcionamento do comércio na região de Pompeia, das 10 as 18 horas, conforme o Plano São Paulo de combate ao Covid-19, anunciado pelo Palácio dos Bandeirantes, para o mês de Janeiro. “Isso quer dizer que o período de funcionamento das lojas em Pompeia passam de 10 para 8 horas”, frisou Rinaldo José Traskini ao tomar conhecimento do rebaixamento da região da fase amarela para laranja. “Diante dos últimos acontecimentos era de se esperar o rebaixamento, que aumenta a incerteza do consumidor sobre quando as lojas estarão abertas”, reclamou o dirigente de Pompeia que acredita na intensificação dos protocolos de proteção para voltar a fase amarela. “Precisamos continuar usando as máscaras, tendo o distanciamento e fazendo a higienização pessoal constantemente”, falou.

A recuperação econômica do varejo estava ocorrendo de forma gradativa desde o ápice da desaceleração das vendas, ocorrido em junho, quando as medidas de flexibilização começaram a valer para o comércio. Desde então, as perdas foram se diluindo com retrações de 54,9%, 47,7%, 33,6%, 14,6%, 9,2% e 5% (junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro, respectivamente). Agora, a queda que era de 5% em novembro, indicando um possível crescimento para dezembro, fechou em índice negativo de 6,3%. “Janeiro não é um mês de forte apelo comercial e ainda tem essa pandemia para confundir o funcionamento das lojas”, lamentou o presidente da associação comercial que pelo menos considerou a mudança de avaliação mais assertiva. “É preciso mais rigor, inclusive na fiscalização nas aglomerações”, defendeu ao enxergar para 2021 um cenário melhor para o varejo com a chegada da vacina. “Ai esse negócio de abre e fecha termina”, acredita.

LEGENDA – Rinaldo José Traskini, presidente da associação comercial de Pompeia, critica incerteza de funcionamento do comércio


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