No Brasil de Bolsonaro, mais pobres são os únicos a perder renda

Estudo do Ipea mostra que mais da metade dos brasileiros não teve aumento ou perdeu rendimentos mensais nos três primeiros trimestres de 2019
EBC

Prestes a completar 1 ano, o desgoverno de Jair Bolsonaro (sem partido) já causou inúmeros estragos na vida do trabalhador brasileiro. Com reformas e propostas que só retiram direitos e prejudicam o povo, Bolsonaro e o ministro da EconomiaPaulo Guedes, se preocupam somente em agradar os mais ricos. O prejuízo já é evidente: os brasileiros mais pobres foram os únicos que perderam renda nos três primeiros trimestres.

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 29,6% da população, que ganha até R$ 1.643 por mês, sofreu redução de 1,67% em seus rendimentos mensais. Nos primeiros nove meses do ano, 51,8% dos brasileiros mais pobres não tiveram aumento ou perderam seus ganhos médios nos primeiros novo meses de 2019. Ainda segundo a pesquisas, no terceiro trimestre deste ano, a parcela da população de renda alta ganhou 30,5 vezes mais que aqueles de renda muito baixa.

Os dados apresentados evidenciam que a política econômica do governo favorece os mais ricos e prejudica os mais pobres. Com seguidos aumentos nos preços dos produtos, o trabalhador brasileiro sofre também com a redução dos salários. A proposta de Orçamento aprovada nesta terça-feira (17) prevê o valor de R$ 1.031 para o salário mínimo, sem ganho real acima da inflação pela primeira vez em 25 anos. Lembrando que essa quantia é apenas uma previsão orçamentária e pode ser reduzida, como fez Bolsonaro no início deste ano, diminuindo o estipulado de R$ 1.006 para R$ 998.

Inflação maior para quem menos ganha

Para piorar, a inflação sobre as famílias mais pobres está maior do que a registrada para o restante da população. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), responsável por calcular a variação de preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos, ficou em 0,54% em novembro de 2019, maior índice desde 2015. Para comparação, a inflação geral registrou aumento de 0,51% no mesmo mês.

Ao todo, as famílias de renda mais baixa sofreram com inflação de 3,37% no acumulado de 12 meses, enquanto as mais ricas viram um aumento menor, de 3,27%. O aumento dos preços de alimentos, energia, gás e habitação tem causado sérios prejuízos ao trabalhador brasileiro. O governo ainda planeja acabar com a isenção de imposto de alimentos e itens presentes na cesta básica, o que elevaria ainda mais o custo de vida do povo.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do UOL

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