Nos 80 anos do Iphan, exposição propõe reflexão sobre o patrimônio cultural

  • Rio de Janeiro
Paulo Virgilio – Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Exposição A Construção do Patrimônio celebra os 80 anos do Iphan com documentos raros, quadros e esculturas na Caixa Cultural Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Exposição A Construção do Patrimônio celebra os 80 anos do Iphan com documentos raros, quadros e esculturas na Caixa Cultural Rio de Janeiro Tomaz Silva/Agência Brasil

Contar a história das políticas públicas de preservação no Brasil e mostrar os desafios que surgem com o moderno conceito de patrimônio cultural são o fio condutor da exposição A Construção do Patrimônio, aberta ao público no dia 26/10, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. A mostra, que faz parte das comemorações dos 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reúne mais de 150 obras, entre documentos raros, quadros e esculturas, oriundos dos acervos de diversas instituições culturais do país.

Com curadoria de Luiz Fernando de Almeida, ex-presidente do Iphan, a exposição está dividida em 12 ambientes e traça um roteiro que começa com a visão da década de 1920 – quando o instituto foi criado – sobre o que se queria preservar para as gerações seguintes, e vai até a noção atual a respeito do que queremos conservar para o futuro. Ao longo desse percurso, o visitante pode ver obras e registros documentais de nomes como Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Pierre Verger, Marcel Gautherot e Mestre Vitalino, além da réplica de uma escultura de Aleijadinho.

“O principal desafio para a área de preservação do patrimônio é a necessidade de uma consciência pública e coletiva do que é patrimônio e de um esforço que todos devem ter para preservar”, disse Almeida. “A preservação do patrimônio não é apenas resultado de uma ação governamental. É principalmente o envolvimento da sociedade no que ela imagina que agrega socialmente, naquilo que nos faz identificar como país, como comunidade, como sociedade”, definiu.

Rio de Janeiro - O curador e ex-presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, durante visita à exposição A Construção do Patrimônio (Tomaz Silva/Agência Brasil)
O curador da mostra e ex-presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, durante visita à exposição A Construção do Patrimônio Tomaz Silva/Agência Brasil

Visita guiada

No primeiro dia de visitação, Almeida recebeu o público para uma visita guiada à exposição. Pernambucana do Recife, em viagem de turismo ao Rio, a arquiteta Moema Rolim elogiou a mostra e o trabalho do curador.

“Estou fazendo o circuito das exposições cariocas, entrei na Caixa Cultural e confesso que quando eu vi o título, a mostra me chamou a atenção pelo tema, mas eu não imaginava ver o que encontrei aqui. Realmente eu estou emocionada de ver os desenhos de Lúcio Costa, essa interpretação dos caminhos do patrimônio, cruzando com a questão social, ele faz isso com maestria”, disse.

Além de importante acervo documental do próprio Iphan, a exposição também tem obras do Museu Histórico Nacional (MHN), Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), Museu de Arte de São Paulo (Masp), Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e Casa Juscelino Kubitschek, entre outras instituições.

A mostra Construção do Patrimônio fica em cartaz até 22 de dezembro e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. A Caixa Cultural Rio de Janeiro fica na Avenida Almirante Barroso, 25, no centro da cidade.

Rio de Janeiro – O curador e ex-presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida durante visita à exposição A Construção do Patrimônio, na Caixa Cultural Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Edição: Luana Lourenço

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