“O MONSTRO DAS DROGAS”, por João Batista Leonardo

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foto©internet Legenda: Tráfico de drogas tem sido combatida pela polícia.

  João Batista Leonardo

Apesar da nossa mídia e população estarem tomadas de interesse pelo COVID-19, eu sou convicto que só acabaremos com o vírus chinês somente com a vacina, assim como aconteceu com outras doenças como a rubéola, sarampo, gripe, varíola, etc. A COVID-19 tem prevalência para os pulmões, fazendo dos idosos, pessoas doentes e enfraquecidas, suas vítimas prediletas.

Porque as pessoas e os noticiários estão envolvidos com o COVID-19, dominando a atenção pública, não quer dizer que os outros problemas do mundo estão resolvidos e diariamente acontecem desgraças em boa parte das vezes ligadas às drogas. A droga está ligada ao comportamento atual, corrupção, acidentes, violência, guerras de traficantes e envolvimento de inocentes, apesar do COVID19.

Atualmente, sua importância tem sido evidenciada pelo aumento do consumo, mormente entre os jovens, aumento do tráfico e violência.

Parece até mentira, nesta semana em Maringá foi presa uma carreta transportando cerca de 20 toneladas de maconha, o que é, verdadeiramente assustador.

         Droga é definida como toda substância que por sua natureza química afeta a estrutura humana, modificando de vários modos a atividade mental e orgânica.  Pode ser lícita ou ilícita.

As drogas atuam nas pessoas basicamente, de três maneiras diferentes:

A- As que deprimem o sistema emocional, diminuindo a disposição psicológica geral e vigília. As mais comuns são as derivadas do ópio como morfina, heroína, bem como a maconha, os calmantes e os soníferos.

B- As que exaltam a atividade mental, aumentando a disposição psicológica e vigília. São as drogas excitantes, dentre elas, as anfetaminas, metanfetaminas, cocaína, crack, cigarro (nicotina), álcool, ecstasy, drogas sintéticas e os antidepressivos.

C- As que perturbam a atividade mental e desestruturam o psiquismo produzindo alucinações e delírios.  São os chamados alucinógenos, sendo os mais comuns o LSD, mescalina, maconha em altas doses, chá de cogumelos, chá do santo daime.

        Além dos estragos que as drogas causam em todo organismo, durante e após o uso constante, mormente no cérebro, um dos maiores males está na capacidade de determinarem dependência física e psíquica. Assim no início, a pessoa necessita de pequena quantidade para se satisfazer e pode interromper ou fazer uso da droga periodicamente sem se viciar, assim acontece com o álcool, maconha, cigarro, etc. Mas com o uso constante, vai necessitando cada vez de maior quantidade para sentir os mesmos efeitos. Então, o organismo como que se acostuma e na sequência, não consegue abster-se dela. É a dependência em seguida vem a compulsão. Aí o usuário fica escravizado e para consegui-la será capaz de qualquer coisa, mentir, traficar, roubar e até matar.

         O consumo tem aumentado muito em todo mundo, pois as grandes transformações nos últimos anos fizeram-se acompanhar de novos posicionamentos das pessoas, famílias, costumes e da sociedade. Isso culminou com modificações nas tradições, nos valores pessoais e culturais, tornando a coexistência das drogas, aceitável.

 Os inferninhos estão lotados de jovens e as igrejas estão minguadas deles.

         As drogas novas são sintéticas, geralmente a base de anfetamina ou metanfetamina, associadas a outras substâncias. Terão nomes dos mais variados de tempo em tempo. São fabricadas em laboratórios clandestinos e vêm acondicionadas em cápsulas ou drágeas, de fácil uso e de efeito maior. Serão muito mais baratas, terão facilidade de tráfico e com certeza no futuro dominarão o mercado. O suprimento será farto, facilitando o acesso a todas as camadas sociais; então a proliferarão no meio de toda gente. O exemplo mais conhecido é o ecstasy.

         O efeito da anfetamina é semelhante ao efeito da cocaína, mas aumentando a vigília e a atividade mental, então quando eu era vestibulando fui usuário de anfetamina todas as noites para não dormir, poder estudar e aguçar a memória, o que me possibilitou a aprovação no vestibular. Posso afirmar que, se hoje sou médico devo a anfetamina. Eu a comprava, livremente na farmácia com o nome “Dexamil”. Não me viciei porque a usei com determinação. Como acadêmico nunca mais fiz uso dela.

A recuperação do dependente é difícil, e aqui em Maringá um trabalho grandioso tanto de prevenção como de recuperação é desenvolvido pelo Lions Clube Maringá em comunhão com o MAREV (Maringá Apoiando a Recuperação de Vidas), juntos têm conseguido bons resultados.

 Não havendo um trabalho muito eficiente a recuperação do dependente fica praticamente impossível, haja vista em São Paulo a presença incombatível da Cracolândia.

Mais detalhes no meu livro “DROGAS perguntas e respostas.

 

                      João Batista Leonardo   

Assessor de Conscientização e Combate às Drogas

Distrito LD6 – gestão 2020/2021


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