O verde ganhará espaço em Marília, destaca prefeito Daniel, que promete revolução ambiental na cidade

Visando meta do Programa Município VerdeAzul,

Marília dá início à arborização urbana central

Av. República é a primeira via urbana de grande fluxo, partindo em direção ao centro, a receber novo padrão de arborização que chegará às vias mais movimentadas

Em pouco tempo, a paisagem urbana da região central e dos principais corredores comerciais de Marília – ligações do centro aos bairros – terá mudanças. O verde ganhará espaço sem comprometer a mobilidade, com novo padrão retangular de canteiro para as raízes das árvores.

Nesta semana a cidade deu início a um projeto específico para cumprir meta do Programa Município VerdeAzul, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Gradativamente a arborização chegará, inclusive, às ruas e avenidas mais movimentadas.

Sob a liderança do prefeito Daniel Alonso, a execução do projeto está sendo feita pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e de Limpeza Pública. Todos os municípios de São Paulo necessitarão fazer as intervenções para cumprir um dos indicadores do programa VerdeAzul.

ESPAÇO ÁRVORE

Os primeiros plantios (mudas de Ipê já floridas) aconteceram na avenida República, em frente à garagem da Prefeitura. Cassiano Rodrigues Leite, chefe de Meio Ambiente da Secretaria e articulador do programa estadual na cidade, relata que entre os diferenciais estão a seleção de espécies e também o chamado “espaço árvore”.

A ideia é que as raízes tenham liberdade para crescer, sem provocar danos. “Na arborização sem critérios, acontece de estourar calçada, da raiz danificar até tubulação, procurando por água para seu desenvolvimento. Com essa nova proposta de espaço árvore, com cobertura, por exemplo, de amendoim forrageiro, isso não acontece”, disse.

Para ser considerado adequado, o espaço árvore (retangular) deverá ter perímetro e área proporcional à metragem do passeio, com largura de 40% do total. Já o comprimento deve ter o dobro de sua largura, devendo sempre respeitar sempre a acessibilidade ou passagem mínima de 1,20 m para o pedestre.

O espaço árvore com o novo padrão também deverá ser exigido quando da solicitação de aprovação de um novo empreendimento. Nesses casos, o espaço deverá ter dimensões no mínimo de 2,5 m. No caso dos prédios públicos, o projeto tem que ser implantado em um prazo de até três anos.

As vantagens do formato retangular (nas proporções especificadas acima) são muitas. “Aumento da infiltração da água no solo; minimiza problemas relacionados à impermeabilização do sol; retenção de resíduos e infiltração da água da chuva no solo; aumento da fixação da base da árvore; reabastecimento do lençol freático e do embelezamento da cidade”, destacou Cassiano.

LIBERTAR RAÍZES

Para estar em conformidade com o Programa Município VerdeAzul, em relação às árvores já plantadas em calçadas de ruas e avenidas, os municípios devem, na medida do possível, “libertar” as árvores do concreto em torno delas.

Experiência relatada no município que inspirou a ideia (Itajobi) mostrou que uma árvore em frente à matriz daquela localidade estava estrangulada no concreto e teve mudança em seu desenvolvimento após a intervenção.

“Funcionários da prefeitura rasgaram a calçada para que aquela árvore possa, a partir de agora, respirar, receber mais água e, com isso, não se atrofiar”, conta Cassiano, que participou do programa Ambiente Móvel, e ouviu o relato do secretário do Meio Ambiente de Itajobi, Maurício Brusadin.

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