Pandemia dobra em quase 40 países, incluindo o Brasil

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Dobra número de países com recorde diários de infecções por coronavírus na semana passada, provocando recuos nas quarentenas e restrições a viajantes de muitos países .

Maioria dos casos de covid-19 estão nos EUA, Brasil e Índia.

Na sexta-feira (24), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo registrou quase 300 mil novos casos em um único dia, um recorde.

A alta foi puxada por Estados Unidos (67 mil), Índia (48 mil) e Brasil (48 mil), que responderam por quase a metade das novas infecções.

No mundo, já são mais de 16,6 milhões de casos confirmados de covid-19 e 655 mil mortes.

Novos casos diários no mundo

Há três semanas, países que relatam aumentos diários no coronavírus eram sete. Esse número subiu para 13 na semana seguinte, depois para 20 na semana passada e 37 nesta semana.

O número de casos vem aumentando em países como México, Austrália, Japão, Hong Kong, Bolívia, Sudão, Etiópia, Bulgária, Bélgica, Uzbequistão e Israel, entre outros.

Japão é caso exemplar de segunda onda, ainda pior, de contágio

No Brasil, o número de novas infecções por dia atingiu um pico de 45.665 no sábado, considerando a média dos sete dias anteriores. Na semana anterior, esse número era aproximadamente 30% menor, 33.573.

Muitos países, especialmente aqueles onde as autoridades flexibilizaram as regras de distanciamento social, estão enfrentando o que seria uma segunda onda de infecções, mais de um mês após registrar a primeira.

Subnotificação

Especialistas dizem acreditar que o número verdadeiro de casos confirmados e mortes é muito maior, principalmente devido à subnotificação.

No caso brasileiro, eles afirmam que a falta de testagem em massa impede que esses números sejam conhecidos, além de atrapalhar a formulação de políticas públicas.

Sem a realização de testes em larga escala, infectados que não tenham sintomas, os chamados “assintomáticos”, podem continuar espalhando o vírus, dificultando seu controle.

Os Estados Unidos continuam no topo da lista de casos. O país superou 4 milhões de casos e registrou mais de mil mortes por quatro dias consecutivos. O Brasil e a Índia – que , segundo epidemiologistas, ainda não atingiram o pico da doença – também já superaram 1 milhão de casos.

Apenas a América Latina responde agora por 45% das mortes por covid-19 em todo o mundo.

Em vários países, após a flexibilização da quarentena, com o aumento de casos, voltaram a enrijecer o confinamento e exigir uso de máscara. Outros passaram a restringir acesso de viajantes de outros países. O recuo é observado em cidades da Austrália e Alemanha.

Na Europa como um todo, a maior circulação de turistas por causa das férias de verão também acendeu o alerta entre as autoridades de saúde. Reconfinamentos e restrições estão ocorrendo em regiões praianas da Espanha. Restrições a viajantes que vêm de países onde a pandemia está descontrolada ocorrem no Reino Unido, Noruega, Bélgica, Itália e França.

Já a Alemanha informou que implementará testes obrigatórios para turistas que retornam de destinos de alto risco após as infecções atingirem um recorde em dois meses.

A maior preocupação é o contágio entre os jovens, uma vez que eles se reúnem à noite em grandes grupos nas cidades, em praias e casas noturnas.

Segundo a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, os níveis de hospitalização até outubro podem exceder os registrados em junho, o auge da pandemia.

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, que anunciou a retomada dos voos internacionais em 1º de agosto, convocou autoridades para uma reunião de emergência nesta segunda-feira para discutir o aumento de casos.

No Oriente Médio, Omã impôs novas restrições que começaram no sábado, além de um confinamento de duas semanas que coincidirá com a festa sagrada de Eid al-Adha, depois de relatar um número recorde de casos.

Abaixo, tabela com os países que reúnem a maior parte dos casos diários de contágio, na última sexta-feira (24), com as pioras em vermelho, estabilidade em amarelo e quedas em verde:


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