Prefeito Daniel se diz indignado com decisão do governo de SP de manter Marilia na faixa vermelha da quarentena

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O encontro desta sexta-feira do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus deliberou também, por grande maioria de votos, que o município de Marília vai seguir na Faixa Laranja do Plano São Paulo, segundo cálculos feitos pelo próprio comitê, de acordo com os critérios estabelecidos no Plano São Paulo.
Os critérios levam em conta a Capacidade de Resposta do Sistema Hospitalar – taxa de ocupação de leitos de UTI e de leitos por 100 mil habitantes – e também a Evolução da Pandemia – taxa de contaminação, de internação e de óbitos.


De acordo com as Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária, a cidade de Marília tem média 4 (Faixa Verde) no primeiro critério – Capacidade de Resposta do Sistema Hospitalar -, mas a média cai para 2,2 (Faixa Laranja) no critério de Evolução da Pandemia. Como o Estado de São Paulo, classifica pela pior média, Marília está atualmente na Fase 2 do Plano São Paulo, ou seja, faixa Laranja. O cálculo de Marília tem por base a Semana Epidemiológica, que é uma convenção internacional, indo de domingo até sábado.
Daniel Alonso afirmou que o município continuará nessa Fase 2 (Laranja) enquanto não for notificado da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) ou por qualquer outra decisão judicial.
“Essa Faixa Laranja foi aprovada pelo nosso Comitê e realmente é a nossa real classificação no Plano São Paulo. Estou indignado com a decisão do Comitê de Contingenciamento do Estado, que nos coloca na Fase 1, faixa Vermelha, enquanto a capital foi para a Fase 3, faixa Amarela, já que Marília supera e muito a capital em todos os critérios”. Então, enquanto o município não for notificado, ficará na Faixa Laranja”, afirmou o Chefe do Executivo.
Ele fez um comparativo dos números de Marília com a capital paulista, com o Estado de São Paulo e com o Brasil. “Com relação ao número de casos por 100 mil habitantes, Marília tem média de 120 casos, a capital 900, o estado 480 e o Brasil 518; sobre óbitos a cada 100 mil habitantes, a nossa cidade tem média de 4,3; a capital de 55; o estado de 28 e o Brasil de 24. E se compararmos Marília com a cidade de São Paulo na taxa de ocupação de leitos, temos de 30% a 35% de leitos ocupados, enquanto a capital está na faixa de 70%. Isto nos deixa indignados e por isso que continuamos lutando na justiça para termos a nossa autonomia para decidir a nossa classificação no Plano São Paulo, sempre com a maior responsabilidade”, disse o prefeito.


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