Prefeitura pode vender Parque Aquático comprado pelo ex-prefeito Mário Bulgareli para fazer caixa para o Ipremm.


Da Redação

Lembram-se do Parque Aquático que tinha como objetivo transformar Marilia no que hoje é o Termas de Laranjais, que funciona em Olímpia, atraindo turistas e arrecadação para a cidade. Primeiro, foi adquirida a área por 2 milhões de reais, depois o município fez grande obras de infra-estrutura ali e com o tempo, o projeto foi abandonado, entregue às moscas, e o que era um sonho da gestão Bulgareli, se transformou nos governos seguintes, um pesadelo ? Pois, é. E essa área, dentre outras, que o governo do atual prefeito Daniel Alonso pretende vender com a finalidade de fazer caixa para o Ipremm voltar a ser viável e rentável e pagar os 1,7 mil aposentados de sua base de beneficiários. A venda de áreas dominiais, como é o nome técnico que se dá às áreas públicas, especificamente o Parque Aquático, entrou na pauta da discussão que a presidente do instituto, Monica Silva, tratou em reunião com os vereadores e o presidente da Casa de Leis, Delegado Damasceno, acompanha de seus assessores. Hoje, aquele local talvez valha menos do que foi pago à época, mas já dá pra levantar um fundo e ajudar o Ipremm a sair do buraco em que foi enfiado, não pela atual presidente, Monica Silva, pessoa cordata, integra, correta, capaz, mas por quem no passado, iludiu-se com as aplicações financeiras malogradas e não cobrou como deveria a obrigatoriedade dos repasses patronais ao instituto. Hoje, Monica Silva na verdade é síndica de uma massa falida. Tem feito todos os esforços para salvar o Ipremm. Infelizmente, o patrimônio que os aposentados construíram durante décadas de contribuição suada, sofrida e Deus sabe a quantas penas, foi dilapidado no passado. Pior, não haverá punição para os algozes do Instituto, pois todos os crimes foram prescritos.  Hoje, a CPI na Câmara é um ato político. Mas, Mônica Silva, valente que é, resiste. O dinheiro amealhado da venda das terras públicas da prefeitura seria uma espécie de reforço de caixa. Mas, como vai funcionar, ainda não tem nada definido. Nem de que forma, por que é todo um complexo jurídico envolvido de forma a se fazer a coisa certa pra dar certo. Não adianta fazer a coisa errada pra dar certo, porque não vai dar. Nas mãos da presidente Mônica Silva uma tremenda responsabilidade. E a pressão de quase 2 mil aposentados que estão sem receber salários.   Para se ter uma idéia, o rombo do Ipremm segundo cálculos otimistas, é de 180 milhões de reais. Haveria a necessidade de se vender 180 parques aquáticos para fazer frente à essa monstruosidade de divida. A reunião com os vereadores foi de certa forma produtiva, embora nem todos estivessem ali nem todos ficaram até o final nem todos entendem do jurisdiquês previdenciário, mas ao menos manifestaram interesse em acompanhar de perto o trabalho primoroso da presidente do Ipremm.  Sobre o Conselho formado por servidores aposentados nomeado pela presidente, devem sim participar ativamente de todo processo de reestruturação da instituição, inclusive com caráter deliberativo, não somente consultivo. Do contrário, já o dissemos, será apenas um enfeite.  São pessoas capazes, responsáveis, com visão, que muita contribuirão darão ao processo iniciado por Mônica Silva.

 

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