RELAÇÕES AMOROSAS

Aline Marcela de Moraes*

A queixa de dificuldades de relacionamento é constante nos consultórios de psicólogos, nas conversas na mesa de bar, nos telefonemas com amigos.

Não sabemos o fato do porque somos amados assim como não sabemos explicar o porquê amamos, embora tentássemos, porém temos a percepção daquilo que nos faz vivenciar o amor. Desejamos nos fortalecer através do amor.

O que está em jogo nas relações amorosas é uma tentativa de completude. Por sermos seres faltantes a gente procura e supõe que nosso par tem aquilo que nos falta. Como se o outro fosse capaz de nos preencher. E não é verdadeiro isso é pura ilusão de completude. A falta é um buraco que nunca pode ser preenchido. Só pode haver desejo se haver falta. É exatamente a falta que o outro precisa nos dar.

As relações amorosas são cercadas por promessas, há sempre um querer mais e mais, por vezes há uma mistura tão grande que não sabem distinguir o que é de um o que é de outro. O amor sempre vai nos decepcionar ou frustrar. O amor é paradoxal uma vez que o que falta na pessoa amada é justamente o que também não temos.

Para Freud o amor tem como referência nossas primeiras relações na infância de maneira inconsciente, ou seja, os vínculos adquiridos na primeira fase serviriam de modelo para todos os relacionamentos posteriores. A referência que cada um traz sobre o amor os guiará por caminhos doces e/ou tortuosos.

Quando amamos alguém esse amor exige proximidade e confiança, existem os cuidados para com ele, companheirismo, apoio, afeto, carinho. Tem a necessidade de sentir-se amado, protegido e confortado. Relações saudáveis envolvem reciprocidade e certo equilíbrio.

 

*Aline Marcela de Moraes, Psicóloga, Técnica em Segurança do Trabalho, Técnica em Administração de Empresa. Psicóloga Clínica em consultório particular desde 2016 – CRP: 06/130716 – Fone: (14) 99679-2161 – Facebook: /ammpsicologa –

E-mail: alinemarcela_moraes@hotmail.com

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