Rubem Novaes renuncia à presidência do Banco do Brasil

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Foto por: Reprodução

O presidente do Banco do Brasil, Rubem de Freitas Novaes, pediu renúncia do cargo nesta sexta-feira (24). O pedido de renúncia foi entregue ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

O documento não explica os motivos e diz apenas que o pedido se deu “entendendo que a companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”.

A saída de Novaes terá efeito em agosto, em data ainda a ser definida e que será comunicada ao mercado.

Conforme destaca em nota Marcel Campos, analista da XP Investimentos, a notícia surpreendeu e as ações devem reagir negativamente no pregão da próxima segunda-feira (27).

Campos segue vendo o banco como operacionalmente bem defendido, mas destaca que parte do desconto da ação BBAS3 frente outros do setor ocorra devido à percepção por parte do mercado de riscos políticos.

“Uma vez que a renúncia do CEO ocorre sem a devida transição, com nome de um substituto ou interino a serem selecionados, o movimento pode passar uma sinalização negativa para o mercado. Sendo assim, esperamos melhores explicações por parte do Banco do Brasil”, afirma.

Relação com o governo

Segundo o Estadão, uma fonte do governo afirmou que a saída de Novaes está alinhada ao movimento de Bolsonaro de se afastar do núcleo considerado radical, sendo que o CEO do BB é ligado ao escritor Olavo de Carvalho.

Recentemente, Novaes questionou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de impedir que o banco faça propaganda em sites acusados de espalhar fake news.

Na reunião do dia 22 de abril, Guedes criticou a atuação de Novaes à frente do BB. Ele disse que o governo “faz o que quer” com a Caixa Econômica Federal e o BNDES, mas no BB “não consegue fazer nada”, mesmo tendo um “liberal lá”, em referência a Novaes, que estava no encontro. “Tem que vender essa porra logo”, disse Guedes.

Para Guedes, o Banco do Brasil “não é tatu nem cobra, porque ele não é privado, nem público”. “Se for apertar o Rubem, coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar: ‘bota o juro baixo’, ele: ‘não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam.’ . Aí se falar assim: “bota o juro alto”, ele: ‘não posso, porque senão o governo me aperta’. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização”, afirmou o ministro da Economia durante encontro com ministros e outras autoridades, entre elas Novaes.

“É um caso pronto e a gente não está dando esse passo. O senhor (presidente) já notou que o BNDES e o … e o … e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo”, reforçou Guedes.

Fonte: https://www.jaenoticia.com.br/


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