Saúde faz treinamentos, alinha Plano de Contingência e alerta para o apoio da população no combate à dengue

Cerca de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, zika e chikungunya, estão dentro das casas e precisam ser eliminados pelos próprios moradores

A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, deu sequência em 2020 às ações de Vigilância Epidemiológica e controle do aedes aegipty, para afastar da cidade o risco de surto de dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito.

Série de treinamentos com as equipes de saúde já tem datas definidas. Equipe técnica também trabalha na revisão do chamado “Plano de Contingência”, que prevê medidas emergenciais que devem ser tomadas, em caso de transmissão e epidemia.

População é convocada a fazer sua parte. Conforme lembra a enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica, cerca de 80% dos criadouros estão dentro das residências, ou seja, em locais de domínio do próprio morador.

“Os agentes fazem as visitas, orientam, explicam a importância de retirar os criadouros, ensinam como fazer a prevenção de novos focos, mas se a pessoa permitir que o recipiente volte a reter água ou acumule novos criadouros na casa, o Poder Público não tem como impedir que o mosquito se reproduza. É uma questão de consciência”, disse.

AÇÕES

A supervisora da Vigilância Epidemiológica lembra que este será o primeiro ano em que não será utilizado o inseticida para eliminar mosquitos adultos (Malathion), antes recomendado e distribuído pelo Ministério da Saúde.

Também falta, em Marília e em outros municípios, o larvicida que até 2019 era utilizado para eliminar ovos e larvas. Outro complicador é cada pessoa pode ter os quatro sorotipos da doença, sendo que infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele.

“Há uma preocupação muito grande com surtos do sorotipo dois, enquanto temos uma condição nova, que é o não-uso destes insumos (venenos). Isso está provocando uma mudança de procedimentos em todo o país. Temos que ficar ainda mais vigilantes e reforçar a eliminação dos criadouros, antes de o mosquito nascer”, alertou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica.

Além de orientar os agentes para intensificação das visitas e realinhar a atuação da empresa contratada para as ações de bloqueio (Bump), a Prefeitura de Marília também está investindo em capacitação e revisa seu plano, conforme o cenário.

Na próxima terça feira (21) a reunião periódica de Vigilância em Saúde será ampliada, com outros setores da pasta, para redefinir detalhes do Plano de Contingenciamento. O objetivo é que, em caso de emergência, o tempo entre o start e a execução seja o menor possível.

Já na próxima quinta-feira, dia 23, acontece na Secretaria Municipal da Saúde uma capacitação para 23 médicos e enfermeiras contratadas recentemente. As instruções serão ministradas pela médica infectologista Camila Aparecida Ribeiro, do SAE – Serviço de Atendimento Especializado.

Nos dias 05 e 06 de fevereiro haverá reunião técnica com todos os médicos e enfermeiros da rede de atenção primária e Vigilância Epidemiológica, para discussão sobre Manejo de Dengue.

A medida visa alinhar processos, para notificação dos casos suspeitos e assistência adequada aos pacientes que procurarem as unidades de saúde com sintomas.

CASOS

Nesta quarta-feira (15), durante reunião da equipe da Atenção Primária e Vigilância, foi feita avaliação da curva de casos notificados e dos primeiros positivos do ano na cidade. Marília teve, nestas duas primeiras semanas, cinco confirmações de dengue.

As equipes de saúde estão atentas aos sintomas e já relataram 99 suspeitas de dengue, que estão sendo investigados. “Esse dado é importante para nós, porque significa que os profissionais estão atentos. Grande parte destas suspeitas, poderá ter resultado negativo, mas é fundamental que seja feita a apuração”, declarou a enfermeira da Vigilância.

SINTOMAS

Os principais sintomas da dengue são febre alta (acima de 38.5ºC), dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

São sinais de alerta – risco de agravo e morte – dores abdominais intensas e contínuas ou dor à palpação do abdome, vômitos persistentes, sangramento de mucosa ou outra hemorragia, aumento progressivo do hematócrito, acúmulo de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico) e queda abrupta das plaquetas.

Fotos: Mauro Abreu/Assessoria de Imprensa PMM

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