Sem planos para educação e saúde, dentre outras áreas, prefeito Daniel inicia mandato acéfalo

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Foi bom ganhar a eleição com 55 mil votos derrotando o arquinimigo Camarinha, impondo-lhe acachapante derrota, liquidando a fatura e anunciando a vitória antes do resultado oficial ser divulgado pela Justiça Eleitoral, o que foi bem curioso.
Entretanto, mal decorrida a primeira semana do novo mandato que perdura até 31 de dezembro de 2024, a população notou que o novo governo não tem qualquer plano para setores estratégicos da administração pública, como saúde e educação ou qualquer outra área do governo.
Daniel, o prefeito, inicia o mandato acéfalo, totalmente às escuras, sem qualquer planejamento a curto, médio e prazo.
E pior vendo subir assustadoramente os casos de morte por covid-19, com super lotação de leitos da UTI e a necessidade de transferir pacientes da cidade para outas regiões, não obstante o orçamento milionário que tem a prefeitura para combater a doença pandêmica milenar.
A saúde patina há anos com falta de funcionários, insumos, equipamentos, condições de trabalho e péssima remuneração de servidores.
Agravou-se ainda mais com a covid-19 e a gestão pública do setor que foi até elogiada como referência no estado, caiu de 4 e esborrachou-se no chão.
Na educação, de inaugurações raras no primeiro mandato herdadas do antecessor Vinicius Almeida, para o segundo reinado, ops, quadriênio, zero de planejamento ou estratégia a ser adotada pela Educação para zerar as filas da creche, as demandas barulhentas e justas dos professores que não recebem a sobra do Fundeb – há anos – bem como a inexistência do plano de carreira, antiga reinvindicação do professorado, cuja promessa foi usada para lhes engambelar por duas eleições sucessivas.
Agricultura é algo pífio no governo municipal que não sai de construir ou reformar pontes quebradas. Nada Mais. Não há planos para os pequenos produtores, que vivem à míngua, não há condições de logística escoando-se a produção de forma rudimentar, como na idade antiga da humanidade e de longe, inexistem ações proativas em defesa da agricultura familiar.
Na área do trabalho e emprego, que se mistura a do turismo , indústria e comércio, uma verdadeira secretaria torre-de-babel, os esforços dos últimos e atuais titulares avançaram pouco. Cadê o emprego, o turismo, as ações contundentes em defesa do comércio e da indústria, pergunta a sociedade.
No planejamento urbanístico, inexiste planejamento e também o urbano. Apenas uma colcha de retalhos chamada plano diretor que nunca é colocada devidamente em prática.
Na área fazendária, a pasta bomba com orçamento bilionário, entretanto, a centralização com super poderes burocráticos impedem inclusive o prefeito de avançar em projetos, tem que pedir benção a quem deveria abençoar.
Na área tributária, loas aos técnicos competentes que conseguem criar ações de recuperação de crédito, propondo programas de sucesso como anistia indireta de impostos ou descontos na quitação à vista ou parcial dos inadimplentes.
O meio ambiente recupera-se de longa trajetória de insucesso alcançando o tão cobiçado Selo Azul, muito mais por competência de um único servidor: Cassiano Rodrigues Leite, do que necessariamente por esforço político alheio.
No Daem, prefeito Daniel salvo pelo gongo com a volta do presidente Marcelo de Macedo, que licenciou-se para sair a vereador, sendo muito bem votado, ficando na suplência e retornando para satisfação dos munícipes que tem nele – Marcelo – total confiança na gestão na autarquia.
Na Codemar, operação tapa buracos, buracos sem fim que se proliferam sobretudo na periferia, abandonada há anos, enquanto o asfalto quente corre nas vias burguesas.
No Ipremm, o rombo milionário, sem fim, sem vontade de ter fim, por que as gestões se repetem com indicações de gestores do passado em conselhos estratégicos que são de certa forma responsáveis por tudo que aí está. Calote para 2021 e seguintes, já se prevê.
Na assistência social, que não dialogo com o Fundo Social, nem um cafezinho se vê ambos (ou ambas) se estreitarem. Inexiste eficácia de política pública, mas sobra dinheiro.
O próprio Fundo Social que é um entreposto de distribuição de cesta básica, sobretudo em ano eleitoral, faz sua parte saciando a fome de centenas de famílias marilienses, depauperadas pela política neoliberal de um governo neocapitalista.
Nos esportes, nada a agregar, exceto tentativas de boas participações em jogos interioranos, mas falta ainda a ousadia de formar grandes times como no basquete e tênis de mesa.
O setor de segurança patrimonial existe apenas por conta de uma sala de monitoramento. Ponto. Faltam mais policiais para exercerem a operação delegada, fruto de parceria PMM-PM. Contratos de seguro e terceirização de servidores eram medidas tomadas que se adotavam e que não criaram a blindagem necessária.
A área cultural também teve o retorno do sociológico André Martins, assumidade na área, de bom trânsito, de ótimo dialogo gestor, o que poderá levar a médio prazo, a criação de uma produção intelectual-artística efervescente.
Na chefia da procuradoria, o competente procurador jurídico Ronaldo.
Como se nota, no tocante ao governo municipal, nada de plano a curto, médio e longo prazo, apenas uma colcha de retalhos, por ora, em áreas como educação e saúde, dentre outras, em uma gestão que não tem vasos comunicantes.
Por sorte, um coronel de peso na Administração, da reserva, Marcos Boldrin, intelectual, humanista e estrategista. Ai, sim.
É o que se tem de segundo mandato do prefeito Daniel Alonso
Esperar acontecer, não, deve-se agir já.


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