Setores produtivos se unem para estimular agronegócio paulista

Secretário Francisco Jardim reúne representantes de grãos e fertilizantes com objetivo de oferecer apoio aos serviços do setor agrícola

Do Portal do Governo

O agronegócio é um setor de destaque para economia paulista e, cada vez mais, o governo do Estado investe na qualificação das produções. Aliado ao mercado, os agricultores também dispõem de pesquisas e tecnologias que favorecem a produtividade.

A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, pensando em dar continuidade ao apoio intensivo aos serviços agrícolas, procura identificar as principais demandas vindas dos próprios produtores e criar estratégias em cima delas. Dessa vez, o debate foi junto a entidades dos setores de grãos e de fertilizantes.

“Queremos ouvir e apoiar os setores, é uma orientação do governador Márcio França que apoiemos o setor produtivo paulista”, afirmou o secretário da pasta, Francisco Jardim, que reuniu representantes de cada ramo na última semana em seu gabinete.

Grãos

A produção de amendoim no Estado é de interesse internacional e, por esse motivo, responsável por grandes exportações. O presidente da Câmara Setorial do Amendoim, Luiz Antônio dos Santos Vizeu, destaca a necessidade de atualizar o zoneamento do cultivo do produto em terras paulistas, uma vez que os números já são superiores aos até então registrados.

“No Estado de São Paulo, a produção se concentra nas regiões de Jaboticabal e Tupã, sendo que 65% do amendoim são exportados e, desse total, 50% vão para a Europa, um mercado muito exigente”, explica Vizeu. Segundo ele, o levantamento realizado pelo setor totalizou 170 mil hectares, superior às estatísticas oficiais, que indicam 130 hectares.

Outra questão levantada foi a necessidade de estimular a exportação do amendoim em grão para a China, já que o país é grande consumidor do óleo oriundo do produto.

Além do setor produtivo, também foi discutida a criação de mecanismos para equalizar a gestão dos recursos hídricos e estimular a escoação dos grãos por meio da navegação da Hidrovia Tietê-Paraná.

“Nossa matriz de transportes carece de hidrovias, que são um quinto mais baratas do que o modal rodoviário, com a vantagem de não poluir ou causar acidentes e serem mais apropriadas para longas distâncias”, avalia o diretor geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Castanho Teixeira Mendes.

Fertilizantes e defensivos

Com base na qualidade da produção e no consumo dos cidadãos, representantes das entidades de fertilizantes e defensivos agrícolas ressaltaram a necessidade de registro e liberação de produtos frente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Temos discutido e levado posicionamentos claros à Anvisa. Da forma como hoje são implementadas as avaliações de risco, a retirada de ingredientes ativos do mercado poderia impactar diversas culturas, inclusive as maiores como soja, cana-de-açúcar e milho, representando insegurança jurídica”, destaca o diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Mário Von Zuben.

O projeto ‘Nutrientes para a Vida’ também foi foco de discussão entre representantes e o secretário. Fundamentado no trabalhado da fundação norte-americana Nutrients For Life(NFL), a iniciativa tem como objetivo orientar e esclarecer o papel dos fertilizantes na promoção da segurança alimentar.

“O Brasil já distribuiu 3.500 cartilhas com orientações a crianças, adolescentes e jovens sobre a importância do uso de fertilizantes para a produção dos alimentos”, disse David Roquetti Filho, diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), entidade que sustenta o projeto.

É importante lembrar que já existem ações educativas sobre o uso de insumos agropecuários no Estado. Por meio do programa Aplique Bem, desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, já foram capacitados mais de 60 mil agricultores. “Podemos criar ainda uma ação em parceria com outras secretarias para promover a educação alimentar e orientações sobre o controle e defesa sanitária”, enfatiza Francisco Jardim.

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