Temer faz o maior corte da história do Bolsa Família

Presidente usurpador cortou 543 mil de famílias do programa em apenas um mês, enquanto mais de meio milhão estão na lista de espera sem previsão
Emanuel Amaral/Release

Criado pelo ex-presidente Lula em 2003, o programa Bolsa Família já tirou 42 milhões de brasileiros da extrema pobreza

Em mais um ataque ao povo brasileiro, o usurpador Michel Temer cortou 543 mil benefícios do programa Bolsa Família.

Esta é a maior redução em um único mês do número de beneficiários pagos pelo programa desde seu lançamento, em 2003.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11) em reportagem do portal “Uol”. O corte inclui suspensões para avaliação e cancelamentos.

O número de bolsas pagas em julho foi de 12.740.640, o menor quantitativo desde julho de 2010, quando foram pagas 12.582.844 bolsas.

Na comparação entre julho de 2014, último ano do primeiro mandato da presidenta eleita Dilma Rousseff, e o mesmo mês de 2017, houve uma redução de 1,5 milhão de bolsas pagas.

Enquanto o governo golpista corta aqueles que já recebem o benefício, mais de meio milhão de famílias continuam na lista de espera para ingressar no programa, sem qualquer previsão de serem contempladas.

A reportagem do “UOL” entrevistou a camareira Rosângela da Silva, 43 anos, que tem três filhos e recebia R$ 124 até junho.

“A verdade é que a gente fica sempre esperando uma notícia assim, pois sabe que estão cortando tudo. Até direitos da gente já cortaram”, diz Rosângela. “Agora cortaram do nada.”

Como o de Rosângela, outros relatos apontam que não houve informação prévia do corte e as pessoas não foram notificadas para recadastro.

Em vídeo publicado na sua página no Facebook, a presidenta nacional do PT e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou estar indignada com o corte feito por Temer.

Segundo ela, estão cortando o Bolsa Família, “porque liberaram R$ 14 bilhões para os deputados para que eles votassem a favor de Temer e não abrissem a denúncia contra o presidente”.

“Vocês fazem isso, porque é contra os pobres. Aí vocês vão lá e cortam o Bolsa Família. É um escândalo o que vocês estão fazendo com o Brasil, fazendo o País passar fome de novo”, declarou.

Em nota, a presidenta Dilma afirmou que é “estarrecedor” o corte em programas sociais em período de crise, e classificou a decisão de Temer como “muito grave”.

“Quando deixamos o governo, devido ao golpe do impeachment fraudulento, havia 13,9 milhões de famílias recebendo o benefício do Bolsa Família ao custo de R$ 27 bilhões. Hoje, são beneficiados 12,7 milhões de famílias. Uma queda de 1,2 milhão de famílias. E isso ocorre justamente num quadro de recessão e crise econômica profunda, com corte generalizado de gastos públicos. A rede de proteção social do Bolsa Família está sendo furada por esse governo ilegítimo e iníquo”, afirmou.

Dilma disse ainda que o corte mostra que o “Palácio do Planalto fez uma opção clara pelos mais ricos”.

“Essas 543 mil famílias retiradas agora do programa custariam menos de R$ 100 milhões por mês. O governo ilegítimo vai colocar a conta do pato nas costas dos mais pobres”, declarou.

A presidenta eleita enfatizou, ainda, que o argumento de falta de recursos não se justifica, uma vez que houve liberação de “dinheiro a deputados para arquivar uma denúncia“, o que torna “inadmissível reduzir os programas sociais”.

“Justamente o Bolsa Família que protege as famílias brasileiras mais pobres. As ‘bolsas’ concedidas em menos de seis meses pelo governo ilegítimo representam quase metade do Bolsa Família anual”, pontuou.

Bolsa Família

Criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, o programa Bolsa Família já tirou 14 milhões de famílias ou 42 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

Em 13 anos, o maior programa de inclusão social que o Brasil já conheceu garantiu a frequência escolar de milhões de crianças e jovens (que correspondem a 55% dos beneficiários); deu poder às mulheres chefes de família, e garantiu cidadania e proteção social à população mais vulnerável de nossa sociedade, entre outras conquistas.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do Portal UOL

Comente

Seu email não será publicado. Campos marcados são obrigatórios *

*