Um Giro de 360 Graus, por Gustavo Perez Pereira Andrade

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Gustavo Perez Pereira Andrade

Tentaram me convencer, mas foi em vão…decidi optar pela poesia e escrita, ser um difusor de ideias e um apanhador de sonhos. Ouso aqui mais uma vez desafiar o estabileshment e a fala corriqueira dos meus colegas de que o principal meio de mudar o mundo é a política institucional, num discurso raso que carece de veracidade histórica ao relegar um papel secundário as ONGS, as Igrejas, os Coletivos, o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e ou Associações de Moradores e Sindicatos etc.

A história nos demonstra que não é o sistema legal que faz a transformação do mundo, mas que as mudanças são antagônicas ao sistema de governo constituído sendo legitimadas e forjadas nas lutas populares, a exemplo, da Revolução Francesa, das Greves que levaram Lula a liderança do Sindicato dos Metalúrgicos em plena Ditadura Militar, e ou nos movimentos contra a Guerra do Vietnã nos EUA etc.

Os fatos históricos comprovam que todos os movimentos de âmbito popular, todos lograram êxito! Não foi um deputado que proclamou o fim do absolutismo, mas as massas nas ruas, não foi um Senador norte-americano que colocou a opinião pública estadunidense contra a Guerra do Vietnã, mas os movimentos de rua, feito por gente como a gente.

Por fim nenhum líder é alçado a liderança de um parlamento em razão dos votos que possuí, mas porque tem legitimidade popular para tê-los, em outras palavras a raiz da democracia pressupõe a garantia ou o lastro na soberania popular é esta que legítima o sistema e não ao contrário.

Portanto meus caros, não acredito que é preciso possuir um mandato para mudar o mundo, talvez seja preciso girar 360 graus para entender que as uniões das pessoas em torno de associação dos moradores podem resultar muito mais eficaz do que eleger uma marionete” financiado pela especulação imobiliária ou que receba financiamento de outro grupo econômico.

O povo organizado pode muito mais que simples eleições de 4 em 4 anos, pois, as questões acontecem no cotidiano e é nele que as massas devem se organizar, só o âmbito das organizações populares é capaz de reverter a tendência conservadora do país, o partido que almeja apenas as eleições, é apenas um instrumento para este fim. Um partido de fato deve ser composto de elementos do povo que sejam um meio de transformação da realidade social e não apenas com uma finalidade eleitoral.

Em suma o partido em minha concepção é toda organização de âmbito popular, massiva, isto é que possui muitas pessoas, ou não e que tenha como objetivo central buscar transformações para e pela sociedade.


Gustavo Perez Pereira Andrade, professor da Rede Estadual de Educação, Cientista Político graduado pela UNESP de Marília, ativista do Instituto UNCORA – (Unidos Contra o Racismo) e membro do PT.


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