Unidade de saúde recebe moradores e tira dúvidas sobre “pesquisa do Aedes”

 

Estações disseminadoras com larvicida usam nova técnica para combater o mosquito e estão instaladas nas casas há um ano

 

Moradores dos bairros atendidos pela USF Jóquei Clube (zona sul) participaram na tarde desta quarta-feira (12) de uma “roda de conversa” com profissionais de saúde.

O objetivo foi tirar dúvidas sobre as estações disseminadoras com larvicida, que fazem parte de uma pesquisa da Fundação Fiocruz, desenvolvida em parceria com a Prefeitura de Marília. Os dispositivos foram instalados há um ano.

O secretário municipal da Saúde, Ricardo Mustafá, participou do encontro. Ele destacou a importância da participação da população, para que cada mariliense tenha mais qualidade de vida e possa viver de forma mais saudável, com segurança.

“O mosquito Aedes aegypti é um grande problema nas cidades há muitos anos. Não parece possível, nos ambientes urbanos que o homem moderno construiu, eliminar 100% essa ameaça. Mas sabemos que podemos diminuir muito o risco de transmissão das doenças provocadas por esse mosquitinho”, disse o secretário.

Para a enfermeira Josiane de Almeida Reis, que atua na USF Jóquei, a “roda de conversa” proporciona experiência enriquecedora. “Os moradores podem ter dúvidas em comum. Nesta oportunidade saem orientados e também multiplicadores de informação para outros que não puderam vir”, disse.

Os moradores receberam instruções sobre os cuidados que precisam tomar com as armadilhas disseminadoras, como manter em locais adequados, evitar que animais domésticos tenham contato com a água, entre outras dicas.

A PESQUISA

O estudo é pioneiro, desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de Marília, e apoio técnico da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).

Nova técnica utiliza o próprio mosquito para reduzir a população de vetores, transportando larvicida nas patas e contaminando outros criadouros.

Marília é o único município do interior incluído na lista. Os demais são capitais de três regiões brasileiras: Fortaleza, Recife e Natal (Nordeste); Goiânia (Centro-Oeste) e Belo Horizonte (Sudeste). O trabalho acontece de forma simultânea nas seis localidades.

A zona sul da cidade foi escolhida para intervenção. Já a região norte recebe as ações tradicionais de combate ao Aedes e têm seus dados acompanhados como “testemunha”. É a maneira que os estudiosos têm para realizar análise comparativa.

O dispositivo instalado é bastante simples: um pequeno balde com água, revestido na parte interna por um tecido próprio aveludado, com aplicação do larvicida pyriproxyfen, triturado até a consistência de um pó.

A armadilha permite que as fêmeas sejam atraídas até o recipiente. Dessa forma, ao pousarem na armadilha, os mosquitos ficam impregnados com o produto que acaba sendo levado por eles próprios para outros criadouros, aumentando o combate às larvas.

Os resultados do estudo serão divulgados apenas após a conclusão, em 2020. A expectativa é que a zona sul, onde está sendo aplicada a nova técnica e também as ações tradicionais de combate ao Aedes possa apresentar indicadores ainda melhores que a zona norte, onde seguem as ações clássicas de controle.

 

Fotos: Divulgação

 

Secretário Ricardo Mustafá em “roda de conversa” com moradores e profissionais de Saúde no Jóquei

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